terça-feira, 18 de novembro de 2008

A condição "Socialista"

Ouvi há pouco, na TSF, e este tipo de adjectivação vem sendo muito vulgar na Comunicação Social, aludir às declarações do "socialista" António Vitorino, assim como se "socialista" fosse uma espécie de profissão. Deste modo haveriam pedreiros, médicos, canalizadores, engenheiros e "socialistas".
Esta merece uma versão aggiornata de uma velha anedota, ainda por cima tendo sido para comentar publicamente um tema controverso (no caso a "Avaliação de Professores" ) que dá, pouquíssimo tempo depois, lugar a "esclarecimentos" por parte dos próprios.
Os últimos foram os "socialistas" António Costa e António Vitorino, que vieram, assim tipo "sopas depois de almoço", servir de "actos de contrição" por lhes ter "fugido a boca para a verdade", certamente depois de terem ouvido algo como "Quando o Telefone Toca".
Um cavalheiro de meia-idade, depois de consumado um engate, troca impressões com uma mulher mais jovem num qualquer quarto de hotel manhoso :
- "A menina deve ser manicure" !
- "Como é que descobriu" ? - exclama a "piquena".
- "É que tem as unhas muito bem arranjadas" ! - tornou o "cavalheiro".
- " E você deve ser socialista" !
- "Então porquê" ?
- "É que quando está por baixo farta-se de gemer, mas quando está por cima faz tudo ao contrário" !!!

domingo, 16 de novembro de 2008

Já chegámos à Madeira ?! (ou Um País, Três Sistemas)

Perante a pergunta “clássica”, entretanto caída em desuso: ”Já chegámos à Madeira”? – Convirá dizer que estamos perto e se os desmandos de Jardim e dos seus “boys” já enjoam e nada trazem de novo, nem sequer a impunidade com que são praticados perante a complacência dos poderes públicos nacionais, que tão lestos costumam ser a verberar actos de muito menor gravidade do que os ocorridos no Parlamento Regional do Funchal por exemplo.
É estranho que ninguém pareça dar conta da bizarra situação que ocorre quanto a substantivas diferenças legislativas que acarretam situações de profunda desigualdade entre os cidadãos do Continente e os das duas Regiões Autónomas e que à pala da Autonomia Regional, transformam o todo nacional numa espécie de China, malgrado a incomensurável desproporção territorial e populacional entre o nosso país e aqueloutro.
Assim, e se na China é seguido o princípio de “um país dois sistemas” para acomodar as actividades menos “ortodoxas” de Macau e Hong Kong desde que regressaram ao seio da “Grande Pátria”, já entre nós ocorre o fenómeno de “um país, três sistemas”: o “sistema” continental, o “sistema” madeirense e o “sistema” açoriano.
Este facto foi particularmente patente no modo como Jardim, do alto da sua auto-suficiência política, “matou” por este ano lectivo na Região Autónoma da Madeira, o problema da Avaliação de Professores mandando atribuir administrativamente a menção de “Bom” a toda a gente.
Tem piada (e Jardim tem sempre imensa piada, aliás Graham Greene em “Os Comediantes” disseca este tipo de “humor”), que as justificações de Jardim para tão inusitado acto são razoáveis (a “trapalhada “ da “papelada” e a total improdutividade contraproducente de horas e horas de reuniões a que juntou a indesejabilidade dos “comissários políticos”), mas estão, obviamente, longe de o tornar aceitável e não será certamente isso que a esmagadora maioria dos professores portugueses quer em relação à avaliação do seu desempenho profissional.
Quererão certamente um modelo em que a realidade não seja substituída por uma ficção burocrática em que o ”papel” tem o primado sobre os actos, quererão um modelo em que a aula seja o fulcro do trabalho a avaliar através da mobilização dos recursos, da realização de aprendizagens sérias e seriamente verificáveis, materializadas em resultados objectivos e não de paródias folclóricas (lá estão, de novo, os “comediantes”). Os professores querem ser avaliados por parâmetros justos e equitativos e não por variações em “dó menor” arbitrárias e discricionárias, querem ser avaliados pela assiduidade mas sem exageros desumanos de não se poder sequer enterrar os pais; os professores não querem ser culpabilizados pelo “insucesso” e pelo “abandono” escolares causados por chagas sociais, como o desemprego e a desestruturação que assola as famílias e em que a sua capacidade de intervenção é nula. Os professores não aceitam ser o bode expiatório de mais de três décadas de políticas educativas incoerentes, inconsistentes, erráticas e até asnáticas que não foram por eles estabelecidas. Os professores não querem ser agentes da promoção estatística de um pseudo sucesso. Os professores não querem e não aceitam ser vendedores de “banha-da-cobra”, promotores de computadores ou delegados de vendas das editoras no chorudo negócio dos manuais escolares e respectivos anexos ( CDs, DVDs, etc.). Os professores recusam-se a deixar confundir os meios (TICs, Portáteis, Quadros Interactivos etc.,a que obviamente ninguém no seu perfeito, e até mesmo imperfeito, juízo contestará o lugar enquanto instrumentos) com os fins (as aprendizagens e os saberes fundamentais capazes de resistir a todos os “apagões”). Os professores recusam-se a substituir o conhecimento por “brinquedos” e “brincadeiras” em que tudo se resume ao “lúdico”, pois como bem sabemos como adultos responsáveis, a vida está longe de ser meramente lúdica e a conjuntura não está para brincadeiras, sendo tarefa da Escola preparar para a vida “real” e não propriamente para uma “festa”permanente que, de facto, não existe.
Mas tem que preparar para a vida cidadãos capazes de nela intervir e não meros autómatos que se limitem a repetir mecanicamente os passos de rotinas cegas e estupidificantes e tem que integrar a “festa” na vida como contraponto necessário do trabalho que lhe dá sentido e recusar uma”Escola”em que se fabricam resultados através da chantagem profissional sobre os professores.
Mas os abencerragens do poder não querem entender isto; aliás eles primam por não querer entender nada, não sabem, não querem saber e têm raiva a quem sabe.
Tudo na sua “vidinha” se relaciona com reflexos pavlovianos e perante as histéricas reacções de quem não argumenta, nem sequer comenta a mensagem mas decide enxovalhar e até ameaçar o mensageiro, não posso deixar de recordar o nome de um restaurante na Travessa dos Fiéis de Deus, ao Bairro Alto em Lisboa, que resume a atitude destes “malacuecos “, chama-se “Fiéis ao Tacho” e tacho real consolidado ou tacho virtual em expectativa é a única fidelidade que conhecem.
Pois para esta nova PIDE ao serviço de uma nova “União Nacional” que quando o PS está no poder sempre emerge, visto que é um Partido de funcionários públicos( ou de aspirantes a sê-lo), com muitos daqueles que acham que os outros é que estão a mais, mas não tratam de trabalhar, tratam é de “bufar” e de intrigar; para estes, coisas como esta feitas à medida do compadrio e do amiguismo, vêm mesmo a calhar.
Estou, como devem calcular a tremer de medo de processos disciplinares no Partido. Com franqueza, deixem-me rir!!!
Quanto a perseguições de carácter profissional aí “fia mais fino” e sempre quero ver quem se vai atrever a tal. Se fosse eu, não me metia nisso!!!
Tenho dito (tudo o mais, farei, podem ter a certeza)!!!

António José Ferreira

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Avaliação de Professores: um exemplo de Social-Fascismo (do verdadeiro, do legítimo)


O termo “social-fascismo” foi usado a torto e a direito nos idos do PREC para acusar de práticas totalitárias principalmente o PCP. Foi usado um pouco a despropósito jogando mais com o impacto da palavra do que com o rigor do significado. Foi sobretudo usado por grupos radicais da chamada “extrema-esquerda” de tonalidade maoísta (“m-l”, como se dizia na altura), um dos mais aguerridos desses grupos era o MRPP, outro mais moderado era a “velha” UDP.
Destes dois grupos e de outros como o MES e os movimentos trotskistas são oriundos muitos dos homens e mulheres de poder e influência hoje em dia:
Não o actual Primeiro-Ministro que era da JSD, mas Durão Barroso, Maria José Morgado, José Luís Saldanha Sanches, Jorge Coelho, Pacheco Pereira, Santos Silva, Ana Gomes e tantos outros. Também havia alguns que eram do PCP, quando “estava a dar” e como não são “burros” , trataram de “mudar de ideias” assim que a oportunidade surgiu: Zita Seabra, José Magalhães, Mário Lino, Pina Moura, Vital Moreira (a este que me incluiu numa suposta “manada”- ver http://www.causa-nossa.blogspot.com/_ como aliás, a Manuela Ferreira Leite, não me esquecerei de em consonância com tal douta opinião, quando com ele me cruzar, e não perderá pela demora, lhe dar uma grande marrada) e muitos mais.
Alguns destes manifestaram durante o PREC e até algum tempo depois, um extraordinário afã inquisitorial que trouxeram intacto para o serviço da nova causa, normalmente a “esquerda mais à mão”( ou mais à “mãozinha”), o PS.
Mas a designação ao tempo carecia de fundamento histórico e não passava de uma analogia deslocada, uma vez que o termo “social-fascistas” originalmente designava os governantes alemães do SPD (social-democratas) que em 1919 mandaram assassinar os dirigentes da Liga Spartacus, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.
Agora poderemos usar o termo com propriedade para classificar o comportamento governamental de uma espécie de Bando dos Quatro: a troika do Ministério da Educação, com “Chiang Ching” M.L.Rodrigues à cabeça, acolitada por Lemos, Pedreira e pelo “eterno” pai, Albino, obedecendo aos ditames da “linha justa” do Partido amordaçado do Grande Timoneiro, “Pol Pot” Sócrates, na cruzada contra os “privilegiados” de que os professores são o Grupo mais tenebroso e portanto a abater, os autênticos “inimigos do povo”.
Esta “cruzada” contra as “corporações” começou por “morder as canelas” aos magistrados e aos farmacêuticos, passando depois aos médicos e aos polícias, chamuscando em seguida os militares, que assim que “mostraram os dentes”, fizeram engolir a famosa “coragem” socrática aos “valentões” do Governo, até se fixar nos professores.
Entende-se porquê: os professores são um grupo socioprofissional muito numeroso, logo muito “caro” e muito heterogéneo, ou seja, uma “corporação” muito pouco corporativa, em grande parte descartável pelo menos na concepção minimal‑mecanicista que este homo magalanicus vulgaris linei tem de “Educação”, com um exército de desempregados disponível muito grande (e quem disse que Marx está morto?!), que são capazes de fazer aquilo que o Politburo quer que seja feito, isto é, realmente nada, por metade do preço (e digo realmente nada porque é lixo, papelada, papelada para encobrir a vacuidade); quando se pretende apenas martelar estatísticas sem que rigorosamente nada mude para melhor a não ser o conformismo e a subordinação do novo proletariado docente e discente a que esta tropa fandanga de aventureiros semi‑analfabetos que nos (des)governa, nos quer reduzir e cujo único objectivo é reproduzir a cartilha e adestrar na acefalia acrítica os operadores da máquina que convém ao sistema idealizado pelas verdadeiras corporações, as dos interesses económico-financeiros que não hesitam com as suas gananciosas traquibérnias em atirar para a miséria ou para a extrema fragilidade, que acarreta a dependência, milhões e milhões, perante a sonolência complacente dos supervisores-mores .
Ora, a Avaliação é indispensável para o Sistema Educativo se conhecer e ser conhecido, para os contribuintes que o pagam, como aliás pagam todos os serviços públicos, dele poderem ter prestação de contas, aliás como deviam ter prestação de contas da Saúde, da Justiça, das Obras Públicas, da Economia, das Finanças, etc., etc.
Mas infelizmente não é com este Sistema de Avaliação de Professores, que não são os únicos actores do Sistema Educativo, não nos esqueçamos da legião de burocratas da imensa máquina do ME, dos Programas inexequíveis, da ”inovação” que nada inova e do constante tropel legislativo, frenético e incoerente que mais não faz do que corroborar a velha máxima de que:” É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma”, ou pior, acrescento eu!!!
Que sistema de avaliação seja do que for, empresa, banco, seguradora, multinacional, existirá que contenha dezasseis fichas e não apenas uma como candidamente mentiu, aliás como já é infelizmente costume, a senhora ministra e perto de cento e cinquenta, leram bem, cento e cinquenta, itens?
Que sistema de avaliação se destina a ser “em vez de”, como na velha piada dos cigarros como método anticoncepcional, em que à pergunta: “Antes de … ou depois de…? Se respondia também candidamente: “ Em vez de …”.
Um qualquer sistema de Avaliação de Desempenho tem que avaliar o desempenho normal do serviço em causa e não um desempenho unicamente dirigido e orientado para essa avaliação, senão o que estará a ser avaliado não será o que era para ser, mas um mero simulacro, uma fraude ou perto disso, destinada a impressionar o avaliador e a preencher artificialmente as “grelhas” em questão.
A isto chama-se falta dos critérios essenciais de que qualquer constructo racional metodologicamente consistente tem que estar dotado: validade e fiabilidade, sem os quais não se atingirão os objectivos a que supostamente se propõe e de modo algum se medirá com rigor o que quer que seja, a não ser lixo, que é o que as resmas de papel dos incensados e infantilizantes portefólios, irão ser em breve.
Estaríamos pois condenados a ser medidos pela famigerada régua de borracha que tendo um metro de comprimento, tanto permite ser esticada e medir metro e meio, como encolhida e medir cinquenta centímetros, tal é o conceito de "rigor" desta gente – trata-se de dar ao sistema os resultados que ele pretende, só, mais nada!!!
De facto, não estão sequer previstos no modelo mecanismos sérios de controlo do processo e isso é um claro indicador de que os seus reais e não confessados intentos são na verdade a generalização do facilitismo e a inflação de classificações a que este absurdo sistema irá compelir os professores e, perversamente, penalizar os profissionais de maior rigor, porque os outros farão o que sempre fizeram para não terem chatices.
Até há dois, três anos, um professor que atribuísse cem por cento de classificações positivas teria certamente uma inspecção a quem teria de justificar documentalmente os resultados; pois doravante irá passar (se deixarmos, claro) a acontecer exactamente o contrário, quem não atingir essa miraculosa marca será penalizado na sua carreira profissional.
As aulas, no fundo, aquilo em que consiste o essencial da tarefa do professor, são deixadas para a elaboração de extensas planificações para que não estão previstos quaisquer meios de verificação da sua execução e para a observação de três, leu bem três aulas em mais de cem dadas por ano lectivo; claro está que essas aulas irão estar soberbamente encenadas e ser muito, muito ensaiadas e se numa se usarem portáteis, noutra quadros interactivos e na última se fizer um role play por exemplo, tudo estará no “melhor dos mundos”.
Mais, se o objectivo de toda esta confusão tivesse sido, pura e simplesmente pagar menos aos professores e impedi-los de progredir na carreira, bastaria ter dito a verdade e pôr o problema com frontalidade e clareza, explicando que o erário público não o permite (é claro que também não deveria permitir intervencionar Bancos que vigaristas premiados levaram à falência). Mas não, o objectivo concomitante foi para lá da retórica justicialista, vexar, vergar e desmotivar todo um grupo profissional, minando-lhe a auto-estima e o amor-próprio reduzi-lo à condição de meros amanuenses que enquanto perdem tempo com a papelada e os gadgets tecnológicos usados sobretudo a despropósito e como fuga para a frente, menos disponibilidade e energia lhes sobra para avaliar as disposições falaciosas de que são obrigados a ser agentes.
O timbre deste modo de fazer política não é o da verdade, mas o da propaganda oca e o da retórica balofa, afinal das velhas e relhas tácticas que denunciam a total falta de estratégia e consistem no circo, sobretudo quando falta o pão e na venda de ilusões dando à populaça o sangue que esta reclama, utilizando a velha técnica do “salame” que consiste em dividir a sociedade às fatias, isolar algumas e pô-las umas contra as outras, cobardemente, sem assumir claras responsabilidades e iniciativas que não venham embrulhadas no ressentimento social típico de um país velho e desde sempre marcado pela mesquinhez da inveja e da subserviência.
Vai-se ao ponto de distribuir pelas distritais do PS, “argumentários”, ou seja cábulas, para serem utilizadas por gente que à falta de argumentos e contaminada pelo ódio ao pensamento e à liberdade, as vai repisar canhestra e acriticamente olhando para o papel, que isso do teleponto é só para o “Zé, à espera que, como teorizou o sinistro Goebbels, o repisar da mentira a converta em “verdade”.
E chega a ser patético ver na televisão, em debates, “jovens turcos” e outros já menos jovens, que eles sim, nunca fizeram nada na vida a não ser as figuras que andam a fazer, a insultar e a caluniar gente séria, em troca do “prato de lentilhas” do costume.
Um último apontamento: se os Sindicatos de Professores foram empurrados pelo movimento visceral e espontâneo dos profissionais para denunciar o famigerado “Memorando de Entendimento” que em má hora subscreveram dando assim ao set governamental “pano para mangas”; também não é menos verdade que o ME não cumpriu minimamente a sua parte, voltando exactamente ao lugar de origem, tendo sido este episódio apenas uma trégua que muito “à portuguesa” deixou tudo em “águas de bacalhau”.
Mais uma e calo-me já!
Existe na Europa desenvolvida algo de semelhante?
Não, não existe, nem na Finlândia, onde o Presidente Sampaio viu os professores mais de cinquenta horas nas Escolas (tem piada que nessa altura, por coincidência, estava uma delegação de professores finlandeses na escola em que trabalho e logo o desmentiram), nem na Irlanda, nem na Alemanha, nem na Suiça; o modelo foi completamente copiado do Chile (!!!) e mesmo assim mal copiado, pois lá está completo e vai até ao enunciar dos descritores, por cá ficou-se pelos habituais enunciados de intenção e deixa-se à tão propalada “autonomia” das Escolas (só para o que convém) e pondo a competir entre si avaliadores, que são parte interessada, o que certamente nem sequer será legal, e avaliados, a magna tarefa de nos trucidarmos uns aos outros!
Mas a exemplo do "velho" proletariado, sejamos "um osso duro de roer"!







António José Carvalho Ferreira
Professor Titular de Filosofia
Na Escola Pública desde 76/77
Membro do Conselho Pedagógico (Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas) e do Conselho Geral Transitório da Escola Secundária de Santo André – Barreiro
Membro da Direcção Central do SPGL
Co-fundador da Secção do Barreiro do Partido Socialista em Abril de 1974
Membro Efectivo da Assembleia Municipal do Barreiro

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Falta de Pessoal

Uma das queixas cronicamente mais ouvidas nos sectores de regulação e inspecção da Administração Pública é a da "falta de pessoal" o que, na esmagadora maioria dos casos, corresponde à verdade, mas também acaba por dar um certo jeito a entidades negligentes ou mesmo "comprometidas".
Parece que estou a ouvir o Constâncio dizer para o chefe dos inspectores do Banco de Portugal, quando toda a gente, menos alegadamente ele próprio, começou a ouvir rumores sobre as moscambilhas do BPN:
- "Eh pá é melhor não mandar lá ninguém, não se vá dar o caso de ser verdade" !

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Até os Americanos se Fartaram ou da Importância do Simbólico

Até os norte-americanos, que em regra, não são conhecidos pelo seu discernimento político-cultural, digamos assim, conseguiram fartar-se do "clima" de uma das mais asnáticas administrações da História: o ticket "Feiticeiro de Oz".
Assim chamado porque um (Bush), não tem cabeça e o outro (Cheney), não tem coração e é, segundo o Vice-Presidente eleito, Joe Biden, "um dos homens mais perigosos do Mundo".
Ele certamente sabe o que está a dizer e o "Mundo" já teve ocasião de o verificar.
E fartaram-se tanto, que foram capazes de ultrapassar a enorme barreira do preconceito e eleger um não-branco, cujo primeiro nome não é Ted, ou Jack, ou Jim e o segundo é o do inimigo abatido (Hussein), para Presidente.
E foi bonita a festa pá !
Ver o "povão" negro, hispânico e branco pobre a chorar de alegria por Obama - o novo Cavaleiro da Esperança.
Mesmo que não seja, e não será certamente, a Revolução; é, seguramente, uma grande reviravolta!

domingo, 2 de novembro de 2008

Pagamentos em Espécie

O Código do Trabalho/Sócrates admite a possibilidade de pagamentos em espécie.
Imagine-se o que vai ser nos Bares de Alterne !!!

sábado, 1 de novembro de 2008

Falha Multicultural

A repórter da RTP Márcia Rodrigues, a tal que pôs um tchador para entrevistar o Embaixador do Irão, desta vez esqueceu-se de pôr, ao menos, uma pena na cabeça para entrevistar o Grande Chefe dos Índios Navajos no Novo Mèxico, a propósito das eleições americanas.
E, já agora, que raio de crise económica é esta em que não há na comunicação social portuguesa, " cão nem gato", que não seja enviado aos States para "cobrir" as Eleições.
Já dizia o meu pai que, nestas coisas, " a Ordem é rica e os frades são poucos", só que neste caso, são mesmo muitos e não deve haver "Ordem" que aguente.
Mas nós já estamos habituados a esta " Desordem criativa" e para alguns, bastante lucrativa.