sábado, 4 de abril de 2009

Incrível

Acabo de receber pelos Correios, um convite para estar presente amanhã, domingo, dia 5 de Abril, na "Incrível Almadense" no lançamento oficial da candidatura de Paulo Pedroso à presidência da Câmara Municipal de Almada.
O local não podia ter sido melhor escolhido, de facto e para além da veterania e solidez da "Incrível" na melhor tradição associativa, o nome da sociedade adequa-se inteiramente ao evento.
É absolutamente incrível, pese embora as minhas, já antigas, estima pessoal e admiração pelas qualidades intelectuais de Paulo Pedroso, não é isso que está agora em causa, que o PS o candidate à Câmara de Almada e assuma que é para ganhar.
Esta é de "cabo de esquadra"!
Com quem é que estão a "gozar" pá?!
Post Scriptum:
E para a Câmara do Barreiro, quem é que estão a pensar candidatar: o "Morgadinho" ou o "Tóino Anão"?!

A Minha História do 25 de Abril

Faz agora trinta e cinco anos, fui acordado de madrugada numa quinta-feira de chuvisco, pelo meu pai que me dizia excitado:
“- Acorda Tó Zé, estamos tramados filho, é um golpe de Estado e é o Kaúlza!”
Eu ouvindo a rádio tranquilizei-o:
“ – Não é, não Pai, se fosse o Kaúlza a “música” seria outra!”
Obviamente, se fosse um golpe da extrema-direita do regime, na rádio não passariam Zeca Afonso, José Mário Branco ou Sérgio Godinho, e imediatamente rejubilámos, nos abraçámos, beijámos e fomos acordar a minha mãe e o meu irmão.
Os dias que se seguiram foram de indescritível alegria e entusiasmo e eu tive a percepção clara que a História me estava a bater à porta.
Há um provérbio chinês que enuncia, mais ou menos, isto:
“Deus nos livre dos tempos interessantes”!
Eu que não sou muito dado a “chinesices”, entendo-o, reflecte uma mentalidade diferente, uma outra forma de encarar o tempo, uma consciência a-histórica.
A nossa tradição ocidental deu-nos outra herança; inscrita na nossa matriz civilizacional está uma concepção do tempo como instância de realização, como espaço de discursividade com um nexo de causalidade inerente.
A nossa cultura valoriza a historicidade e cada um de nós é capaz de ter a intuição, a exaltante percepção do reconhecimento da História a acontecer, enquanto acontece.
O 25 de Abril de 74 foi um desses raros momentos de “once in a life time”, em que por uma vez na nossa curta vida de indivíduos, sentimos que algo de grandioso estava a acontecer.
Sentimos a “adrenalina” do momento na sua intensa dramaticidade.
A minha geração teve esse raro privilégio, o de ter participado na História “ao vivo”.
O 25 de Abril de 74 foi, sem quaisquer dúvidas e sem megalomanias, pelas suas consequências, um decisivo marco na História de Portugal, da Europa e do Mundo que aconteceu no tempo das nossas vidas e nos tempos que se constituíram como os “melhores das nossas vidas”!
Se bem que hoje e já há umas duas décadas, haja no Ocidente uma forma de pensar débil e falaciosamente “emoliente” que, para caucionar uma acção “soporífera” de negacionismo e artifício pretensamente “apolítico” (como se tal fosse possível), decretou, entre outras coisas, a “morte das ideologias” (das outras claro!), o “Fim da História” e o reinado do “Último Homem”.
Pretextando, a princípio, a crítica do determinismo historicista, que aliás, já tinha sido empreendida muito antes e com superior mestria e escudando-se em pensadores liberais sérios como Popper, logo passou à fase seguinte, a de tentar negar a própria noção de historicidade apontando para o “Fim das Grandes Narrativas” como instância decisiva do alegado “Fim da História”.
“História” cujo último acto teria sido a “Queda do Muro” e o desabar do “socialismo real”; teria agora chegado o tempo da linearidade entediante capitalismo neo-liberal e da “democracia” (pouco) representativa à escala global, com a planetarização dos negócios suportada na Globalização tornada possível pelas novas tecnologias e pelo abatimento de barreiras comerciais, o paraíso do “Free Trade” nesta espécie de “Admirável Mundo Novo” onde nada mais de substancial ocorreria e o “Último Homem” passaria a reinar.
Mas a História não se compadece de oportunismos de circunstância mesmo quando mascarados com as imbecilidades da contrafacção intelectual de conceitos de timbre hegeliano, como o de “Fim da História” ou nietzscheano, como o de “Último Homem”, que à força de ser propalada pelos “media” dominados pelo Sistema do capital triunfante e muito na esteira do aforismo de Goebbels de que “uma mentira muitas vezes repetida, ascende à categoria de verdade”, passou a fazer figura de argumento sério. Mas a História, como era de esperar, continuou tragicamente com o 11 de Setembro de 2001 e tudo o que desde aí decorreu e decorrerá.
Se é verdade que a premissa do “Fim da História" se veio a revelar como um daqueles embustes para “adormecer meninos” do tipo “história da carochinha”, não é menos verdade que pelo menos transitoriamente, como tudo na vida e na própria História, está instalado o reino do “Último Homem” que é um “doente da vontade”; é o “homem” que “quer” muito pouco, quer, legitimamente, que o deixem em “paz”, quer dormir em “paz”, consumir em "paz", imbecilizar-se em ”paz” e em “paz” fazer de conta que é verdade, que a história acabou. Aliás, nem interessa muito o que é isso de ser “verdade” desde que continue a “dar” na televisão e noutros substitutos virtuais do mundo, que entretanto continua a ser terrivelmente real.
Como escreveu Pessoa há mais de setenta anos:
“- Come chocolates pequena, come chocolates”! (“Pipocas” também serve!)
Ora, nem sequer é preciso ser “tremendista” como o autor do “Zaratustra”, para saber que o reino do “Último Homem”, onde ele não é senhor, mas escravo, chegará por efeito desta ou de outra qualquer “crise”, ao fim.
Não houve Império que para sempre tivesse durado e todos caíram, o Persa, o de Alexandre, o Romano, o Português, o Castelhano, o Britânico, o Russo; porque não haveria de tombar o Americano?!.
Por isso, me orgulho da invulgar oportunidade de ter vivido por dentro a História no seu próprio devir, de ter sobrevivido para o contar e para poder negar aos charlatães do “post-modernismo” a última palavra!!!

terça-feira, 31 de março de 2009

A Petição

Foi posta a circular na Internet uma petição que se dirige à Assembleia da República no sentido de ser publicada legislação (à semelhança, aliás, do que se passa em muitos países desenvolvidos, de que o nosso poder político de turno gosta de imitar apenas algumas medidas, aquelas que mais servem à propaganda e mesmo assim, mal e porcamente, passe o plebeísmo), que visa criar penalizações efectivas para a negligência parental, ou seja, visa responsabilizar efectivamente os pais pela educação dos seus filhos.
Pessoalmente acho todo o cabimento nesta iniciativa, agora que a escola se vê confrontada com funções que até há bem pouco tempo, eram para ela acessórias e parecem ser hoje as suas funções principais.
Refiro-me obviamente à função de custódia, a função de baby ou kid sitting, que conjuntamente com a certificação de graus instrucionais que muitas vezes não correspondem exactamente àquilo que deveriam corresponder, são manifestamente as preocupações dominantes do poder político, pretendendo ir assim, rasteira e demagogicamente, ao encontro da representação de necessidades e de certas aspirações sociais.
Em suma, desde que os “meninos” estejam na escola e passem de ano sem grandes chatices “tá-se bem”; é inegável que a preocupação dos pais pela guarda dos filhos durante o seu período laboral é absolutamente legítima, demais a mais num modelo de sociedade onde e cada vez mais, quem trabalha se vê confrontado com ritmos e horários completamente desajustados de tudo o que é tempo para a família. Mas isso, curiosamente, não parece preocupar o poder político.
Vivemos num paradigma em que a miragem do “sucesso” nos traz no quotidiano o mais real dos insucessos, o insucesso relacional que nos atomiza e nos egotiza num mundo pleno de espaços virtuais, mas cada vez mais deserto de realidade.
A “solução” mais fácil passa por transferir para outrem aquilo que não estamos em condições de fazer, ou pelo menos de fazer bem. Claro que a esta “normalidade anormal” se junta a panóplia das várias disfuncionalidades que afectam a sociedade contemporânea, com especial destaque para a desestruturação familiar e, nesses casos, cometem-se à escola as responsabilidades que as “famílias” não estão em condições de assumir.
Assim, a escola passa a ter que ter ombros de Atlas para suportar todo o peso do mundo e não está também muitas vezes em condições de responder a problemas cuja génese não controla, nem pode controlar: o desemprego, a pobreza, a toxicodependência, a violência doméstica, a negligência parental, etc., etc.
Que faz o poder político? Tende a convenientemente “passar a bola” para a escola, mais concretamente para os professores a quem endossa a responsabilidade pelo “insucesso escolar”, pelo “abandono” e por aí fora, pretendendo, assim, “sacudir a água do seu próprio capote” e desviar de si mesmo o estrondoso fracasso das políticas educativas e já agora, económicas e sociais deste regime saído de uma madrugada de glória, entretanto atraiçoada.
Não estou com isto a querer dizer que as escolas e os professores enquanto agentes educativos não possam, nem devam ter nenhum papel e nenhuma responsabilidade no ataque a estas chagas sociais, mas sejamos realistas, a escola e os professores pouco mais podem fazer de que sinalizar os casos mais evidentes e problemáticos de que também como actores de primeira linha sofrem, até fisicamente, as consequências (e agora parece que todos os “santos” dias).
É claro que pondo as coisas deste jeito, depois a jusante, falha tudo, pois o Estado português não garante aos seus próprios cidadãos os meios efectivos de resolução de problemas de natureza social e opta por “fugir para a frente”, envolvendo tudo num paleio muito post‑modernaço típico do bluff intelectual e do flop sociopolítico que constituem estes, muito fracos, epígonos da “Terceira Via” que são os arautos da nossa auto-proclamada “Esquerda Moderna” que, em boa verdade, não é nem uma coisa, nem outra.
A esta propaganda infrene, ajuda a existência de um arsenal conceptual de uma nova sofística que, na sua versão demótico-popularucha, se traduz numa linguagem que tem vindo a elidir a consciência da responsabilidade de cada um, precisamente o que nos define como pessoas, e que começou pela disseminação telenoveleira do jargão “psi”, nomeadamente das “frustrações” e dos “traumas” e agora já vai nas bandas da “auto‑estima”, que são “conceitos-balão” visto que a sua utilização desadequada dá para tudo e por dentro nada têm.
A isto, vêm juntar-se doses maciças de burocracia e facilitismo e está criado o "faz de conta" que alimenta o actual estado de “circo” e teatro das ilusões, “circo” que se torna mais recorrente na falta de “pão”.
Torna-se óbvio que é preciso responsabilizar as famílias e não as deixar esquecer das suas funções, passando o Estado a assumir de facto as responsabilidades tutoriais por todos aqueles que não estejam em comprovadas condições de o fazer.
É que nisto de Educação (que, como costuma dizer um colega e amigo, arquitecto de formação e professor de profissão, é com o Urbanismo, uma das áreas de que toda a gente percebe, mais que não seja, porque toda a gente, mais ou menos, andou na Escola e toda a gente, mais ou menos, mora numa casa) não pode ser só a caça ao “bode expiatório”.
Mas como o exemplo deve vir de “cima”, convenhamos que cadeiras feitas por fax e diplomas passados ao domingo não ajudam; mas como disse Brecht:
“- Cada povo tem o teatro que merece!”

sábado, 28 de março de 2009

O Nacional Playboy




Com mais de cinquenta anos de atraso em relação ao original, saiu a um preço relativamente acessível (3,85€) a edição portuguesa da revista Playboy.
De certo modo fazia falta, pois em tempo de "crise" e consequente depressão generalizada, vem ajudar a levantar o "moral" às hostes de apreciadores e apreciadoras (não esquecer o público "L") do género (do "género" que lá costuma vir magnificamente representado, entenda-se).
Não é que tencione passar a comprar, mesmo não me sentindo ainda no quadro da célebre resposta de Kant à pergunta:
"- Então Mestre, por que é que nunca arranjou mulher? Por que é que nunca se casou?"
O Velho de Koenigsberg respondeu:
"- Porque quando precisava não podia, agora que posso, já não preciso!"
Acho, no entanto, que é positivo sim senhor e ainda por cima, temos uma grande afinidade com o fundador da revista.
É que em toda a minha vida só vi dois homens darem entrevistas em roupão, precisamente Hugh Heffner e o nosso Major Valentim Loureiro.


sexta-feira, 27 de março de 2009

Monumental

O Cinema Monumental não era um edifício belo, mas ainda assim era muito mais bonito e enquadrado no que, na minha modesta opinião, deve ser o casario da zona nobre de uma capital, do que o mono pindérico-maricóide que agora lá está e que lhe usurpou o nome. Era "forte e feio", mas tinha uma excelente qualidade de construção e espaço, "montes"de espaço!
A diferença é tanta, que o actual "Monumental" desde que foi inaugurado em 88, tem estado constantemente em obras e os cinemas com poucos anos de uso, estavam mais degradados que o antigo no fim dos seus dias.
Mas o que quero contar não é a história do "Monumental", é uma história que tem o "Monumental" por "epicentro", digamos assim, e que tem por tema não o "orgulho e preconceito", mas a mais "lusitana" mistura de "ingratidão e preconceito".
O meu tio Manuel, solteirão boémio, pintor, poeta e "intelectual" de avant-garde, era um leitor ávido e um cinéfilo compulsivo e sempre viveu na zona do Saldanha; como "devorava" filmes, era assíduo espectador do Monumental e frequentador do café Monte Carlo, tinha, por isso, uma roda de amizades e conhecimentos nessa zona de Lisboa.
Um desses conhecimentos, não sei exactamente de que tipo, era uma senhora que trabalhava precisamente no Cinema Monumental, já um pouco entradota, mas muito bem arranjada, cabelo, unhas e lábios sempre muito bem pintados, com um ar assim entre a "manicure" um pouco já fanée e uma mulher da pequeníssima burguesia alfacinha e que muito à portuguesa arranjava "borlas" para o Cinema; o meu tio apresentou-me à senhora como sobrinho e como cinéfilo, pelo que passei, também, a beneficiar das ditas "borlas".
Essa senhora trabalhava, mais precisamente, nas casas-de-banho do Cinema e como a sociedade portuguesa era, (e ainda é, se bem que num registo mais sonso) pelo menos em projecção representacional, muito estratificada, as "borlas" que lhe competiam nesse ranking distribuir, eram para o modesto 2º Balcão.
Repare-se que estou a falar do Portugal de meados dos anos 70, de um pouco antes a um pouco depois do 25 de Abril.
Os bilhetes oferecidos eram dois, pelo que comecei por levar um ou outro amigo do Barreiro e um ou outro colega da Faculdade e eles iam entusiasmaddos com a ideia de verem um filme de graça, mas quando percebiam que a minha "amiga" era afinal a empregada dos WC, desatavam, invariavelmente, num gozo alarve.
Se fosse necessária alguma prova de como em Portugal a ingratidão e o preconceito social (aliados, claro está, a uma "monumental" imaginação escatológica) são "unha com carne", eis que estava dada!
Por isso, dado o "histórico" e por que nessas coisas vale mais ser "empirista", nunca lá levei fosse que rapariga fosse (nem colega, nem amiga, nem, por maioria de razão, namorada)!!!

quinta-feira, 26 de março de 2009

"Educação Financeira"

A propósito da "crise" e do "endividamento", ouvi hoje pela manhã um senhor ligado à mediação imobilária afirmar que "devia haver uma discilina de Educação Financeira nas Escolas e logo no Ensino Básico para que as pessoas aprendam a gerir os seus investimentos".
Ora, desde logo esta afirmação como muitas outras do mesmo jaez parte de, pelo menos, dois pressupostos errados:
O primeiro é o de que tudo (e mais um par de botas) deve ser escolarizado, tudo deve ser "dado" na Escola. Ora, isto a contar com todas as solicitadas novas "disciplinas" que deveriam, nesta lógica, ser "implementadas" e iriam desde as, já vetustas, "Educação Sexual" e "Educação Cívica" até à "Educação Rodoviária," passando pela "Educação para o Consumo" e à "Educação Alcoológica" (eu sei que é "surrealista", mas juro que já ouvi esta proposta).
A serem levadas à letra estas pretensões, isso acarretaria que em vez da já disparatada dezena e meia de Disciplinas e Áreas Curriculares que os alunos do 9º Ano são obrigados a frequentar, o novo currículo teria para aí umas cinquenta e seria, claro, impraticável por absurdo.
A esta impraticabilidade acresce a crença errónea de que a escolarização e, na melhor das hipóteses, o conhecimento resolvem, só por si, problemas da ordem dos comportamentos.
Isso não é, de facto, verdade, a verdadeira questão é a da atitude, quem tem carta de condução, por exemplo, sabe o Código da Estrada, o que não implica que uma grande parte dos condutores não o viole sistematicamente.
Ainda por cima há várias disciplinas e áreas curriculares em que estas noções podem ser abordadas tranversalmente, basta que os Programas assim o exijam .
O segundo é que estes fenómenos, (o "endividamento" por exemplo) ocorram por exclusiva responsabilidade das "pessoas", entenda-se dos consumidores, dos "clientes" e se omita sistematicamente a agressividade das campanhas publicitárias dos Bancos e das empresas comerciais em geral e da própria cultura "consumista" global politicamente estimulada, em particular num país como o nosso em que se arruinou o sector produtivo (a Indústria, a Agricultura, as Pescas) e se investe apenas no sector de Comércio e Serviços, em especial no da Grande Distribuição ("Grandes Superfícies").
Não é por acaso que há em Portugal uma inflação de Hipermercados e Centros Comerciais e um dos ratios mais elevados do mundo de "Caixas Multibanco".
Mais espantosa é a "lata" destes sujeitos que andaram (e andam) a vender "gato por lebre", de virem agora e com um ar contristado, dizer que as "pessoas" são "imprudentes" e que deviam voltar à escola para aprenderem a não cair no "conto do vigário" .
E depois, como é que eles compravam os Ferraris?!

sábado, 21 de março de 2009

O "Vital" da Direita

O Professor Freitas, figura incontornável dos últimos regimes e sub-regimes políticos portugueses, andou outra vez nas "bocas do mundo" ( e já agora, no mundo das "bocas").
Depois de descartado como cabeça de lista do PS para o Parlamento Europeu ( talvez por causa das célebres dores nas costas) ou porque o Partido "queimado" pela política de direita do governo e, ainda por cima, com os resultados tornados inúteis por terem sido "torrados" pela "crise", achou por bem virar simbolicamente (mas só simbolicamente) à "esquerda". Agora o PS/Sócrates esteve tentado a propô-lo para Provedor de Justiça, cargo através do qual mantém uma "guerra do tacho" com o PSD.
Ora, depois da "graxa" pública que o Professor Freitas tem dado a Sócrates, seria a mesma coisa que nomear o dr. Pôncio Monteiro Presidente da Comissão de Disciplina ou Reinaldo Teles Presidente do Benfica (é verdade que nesta área nada nos pode espantar, desde que o tal porco foi visto a andar de bicicleta, até o José Veiga e a Carolina Salgado se transferiram para a "Luz").
Tendo em conta o papel do PS/Sócrates como nova "União Nacional", só falta um filme como aquele do António Lopes Ribeiro: "A Revolução de Maio" em que até os mais empedernidos opositores aderem ao Estado Novo, para celebrar estes novos alinhamentos, entre os quais o dos dois eminentes juristas ( e, já agora "valentes" oportunistas), o constitucionalista de Coimbra e o administrativista de Lisboa (a "Lusa Atenas" e a "Lusa Apenas", respectivamente).
Será que Freitas é o "Vital" da "Direita" ou Vital é o "Freitas" da "Esquerda"?!