O novo porta-voz do PS, João Tiago Silveira, afirmou que " o PS quer que nasçam mais jovens (sic)". Para isso uma das promessas eleitorais desta campanha é a da criação de uma conta-poupança no valor de 200 Euros para "todos os jovens (sic de novo) que nasçam em Portugal".
A medida até que é bem pensada e certamente alicerçada no poder milagreiro de Sócrates y sus muchachos. É que assim, nascendo já "jovens" e não, como de costume, apenas crianças, será possível financiar as contas-poupança com o que se poupará em fraldas, chuchas, biberões, carrinhos de bebé, rocas e outros acessórios. De facto nada como o poder da inovação.
A Dodot, a Chicco e a Johnson é que não vão achar piada nenhuma!
Mas afinal não é missão sagrada de um socialista combater as multinacionais?!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
"Diestros y Maestranzas"
As declarações de Ana Gomes ao entender como boa a posição da direcção do PS de interditar candidaturas duplas à Assembleia da República e às Autarquias fez-me lembrar a de um célebre matador de toiros, Manuel Benítez, “El Cordobés “ quando, na década de 70, se candidatou a um lugar de deputado nas Cortes espanholas e o seu programa eleitoral ia no sentido da justiça social. Em declarações do próprio afirmava e passo a citar:
“ – Para que los pobres puedan ser menos pobres, los ricos tendrán que ser un poco menos ricos!”
Apressando-se, no entanto, a esclarecer:
“ – Todos menos yo, que me ha salido del pello!"
Na verdade, a direcção do PS vem agora impor aos candidatos a presidentes de Câmara, mesmo aqueles que não terão a menor hipótese de ganhar, a interdição de uma dupla candidatura à Assembleia da República, tendo-se, no entanto, “esquecido” de o fazer em relação às candidaturas ao Parlamento Europeu, no caso "ad hominem", ou melhor, "ad mulierem", de Ana Gomes e Elisa Ferreira que, já eleitas para o PE, são as “apostas” do PS para os municípios de Sintra e do Porto com as expectativas que se conhecem (parece que no Porto uma recente sondagem atribuiu 58% das intenções de voto a Rui Rio).
Elisa Ferreira e agora Ana Gomes, que pelo efeito de contacto “Causa Nossa” parece ter passado no PS “socrático”, de “besta” a “bestial” num ápice, apressaram-se a declarar que se forem eleitas para a Presidência dos municípios deixarão o PE. O contrário teria sido mais curial, mas “olhó meu!!!”, “tás a brincar ou quê?!”.
Ana Gomes ainda vai mais longe e acha “razoável” que o Partido, leia-se a direcção, imponha aos outros, critérios de dedicação exclusiva a que escapou, permitindo-lhe manter o maior “jackpot” político europeu mesmo, "et à cause", apesar do mais que provável desaire na “corrida” à Câmara de Sintra.
É preciso ter “lata”! Isto é bem o espelho da tal “ética republicana” e um modo muito cínico do PS se desenvencilhar de alguns escolhos no Parlamento impondo à “plebe” um critério que não impôs às “élites”.
É claro que esse critério é mais do que justo para não se fazer da representação política uma “carreira”, mas deveria ser o mesmo para todos e não um mero “instrumento” para “limpeza” de listas que, a vingar, passarão a ter uma composição bem mais “socrática”.
Estamos, de facto, bem servidos de "diestros" e "maestranzas"!
“ – Para que los pobres puedan ser menos pobres, los ricos tendrán que ser un poco menos ricos!”
Apressando-se, no entanto, a esclarecer:
“ – Todos menos yo, que me ha salido del pello!"
Na verdade, a direcção do PS vem agora impor aos candidatos a presidentes de Câmara, mesmo aqueles que não terão a menor hipótese de ganhar, a interdição de uma dupla candidatura à Assembleia da República, tendo-se, no entanto, “esquecido” de o fazer em relação às candidaturas ao Parlamento Europeu, no caso "ad hominem", ou melhor, "ad mulierem", de Ana Gomes e Elisa Ferreira que, já eleitas para o PE, são as “apostas” do PS para os municípios de Sintra e do Porto com as expectativas que se conhecem (parece que no Porto uma recente sondagem atribuiu 58% das intenções de voto a Rui Rio).
Elisa Ferreira e agora Ana Gomes, que pelo efeito de contacto “Causa Nossa” parece ter passado no PS “socrático”, de “besta” a “bestial” num ápice, apressaram-se a declarar que se forem eleitas para a Presidência dos municípios deixarão o PE. O contrário teria sido mais curial, mas “olhó meu!!!”, “tás a brincar ou quê?!”.
Ana Gomes ainda vai mais longe e acha “razoável” que o Partido, leia-se a direcção, imponha aos outros, critérios de dedicação exclusiva a que escapou, permitindo-lhe manter o maior “jackpot” político europeu mesmo, "et à cause", apesar do mais que provável desaire na “corrida” à Câmara de Sintra.
É preciso ter “lata”! Isto é bem o espelho da tal “ética republicana” e um modo muito cínico do PS se desenvencilhar de alguns escolhos no Parlamento impondo à “plebe” um critério que não impôs às “élites”.
É claro que esse critério é mais do que justo para não se fazer da representação política uma “carreira”, mas deveria ser o mesmo para todos e não um mero “instrumento” para “limpeza” de listas que, a vingar, passarão a ter uma composição bem mais “socrática”.
Estamos, de facto, bem servidos de "diestros" e "maestranzas"!
terça-feira, 30 de junho de 2009
A Encruzilhada da Ponte
A postura das várias forças políticas com representação parlamentar nacional e concelhia irá determinar, em grande medida, o resultado dessas mesmas formações nos próximos actos eleitorais de 27 de Setembro (Legislativas) e 11 de Outubro (Autárquicas) que, se bem que sejam eleições diferentes, uma não deixará de influenciar a outra. Aliás, como já está a acontecer com o rescaldo das Europeias, a “grelha de partida” seria diferente se os resultados também o tivessem sido, ainda que a pole position não pareça muito consistente tendo em conta a muito elevada taxa de abstenção.
No entanto, algumas coisas ficaram claras, a política do governo e a péssima escolha do cabeça de lista, prejudicaram seriamente o score do Partido Socialista. Fenómeno idêntico teve idênticos efeitos em partidos congéneres no governo (casos da Grã-Bretanha e da Espanha) e até na oposição (casos da França e da Itália). Mas não foi propriamente a social democracia europeia que perdeu as Eleições, foi uma sua degenerescência, a designada “Terceira Via”.
É que o eleitorado pode ter-se deixado enganar algumas vezes, mas certamente não se deixaria enganar para sempre, e se é para fazer políticas de direita não poderá continuar a ser com os votos da esquerda; por isso, para governar à direita, que venha a própria direita, sem rebuços, nem travestis.
O PPE (Partido Popular Europeu) ganhou as eleições, mas não pode “embandeirar em arco”, uma vez que perdeu mandatos, perdeu foi menos que o PSE (Partido Socialista Europeu); também a Esquerda Unida perdeu mandatos apesar da resistência da CDU portuguesa e do magnífico resultado do Bloco, que não foram acompanhados na Europa; quem ganhou verdadeiramente foram formações algo “esdrúxulas” por comodidade “encaixadas” à pressa na “extrema-direita”, mas que não correspondem a este perfil “clássico”, muitas têm mesmo variações “fracturantes”, com no caso do holandês Geert Wilders, aliás já não sendo novidade, na esteira afinal do malogrado Pym Fortuyn; formações que “casam” a xenofobia com a defesa de minorias, como os homossexuais e vêm “baralhar” o esquema e mesmo Berlusconi, também não faz propriamente a imagem do “conservador” (pelo menos e se mais não houvesse, a avaliar pelas fotos das sua mais recentes “férias” divulgadas pelo insuspeito “El País”).
Também outras novidades menos “políticas” como o Partido Pirata sueco, ou “dinossauros” da “Revolução”, agora convertidos à causa verde, como o “eterno” Cohn Bendit conseguiram resultados assinaláveis.
Digamos que as formações políticas tradicionais sofreram um forte rombo em favor de uma aparente “tropa fandanga” de formações de pendor reactivo, típica das épocas de confusão e crise e bem menos simpáticas que os fenómenos de um passado recente como a Cicciolina ou o Partido dos Bebedores de Cerveja polaco, que já se diluíram na “espuma dos dias” (ou das noites).
Alguma coisa também será de aprender, mas infelizmente pouco costuma sê-lo, com a elevadíssima taxa de abstenção por toda a UE e com o elevado número de votos brancos e nulos.
Penso que no entanto, até às próximas “lágrimas de crocodilo”, nula vai ser a consideração que lhes será devotada.
Por cá temos uma “Encruzilhada” que nos toca, como barreirenses, de muito perto e que envolve vários tipos de comboios e vias-férreas (um de Alta Velocidade e outros de normal tipologia), um Aeroporto Internacional e sobretudo uma Ponte que é suposto servir tudo isto e que nos serviria que nem “ginjas”, que nos possibilitaria quebrar um isolamento injusto e já secular e de certo modo nos “indemnizaria” por século e meio, ou mesmo muito mais, pois quem ler o excelente Caro Proença dar-se-á conta de que o hardware das Descobertas esteve por cá instalado, mas os Jerónimos e a Torre de Belém são lá, na outra margem.
Para além do óbvio potencial de desenvolvimento e reequilíbrio territorial que esse equipamento acarretaria na ordem do desenvolvimento interno do todo nacional e na correcção das mais próximas assimetrias regionais, como são as que se verificam entre as Margens Norte e Sul do Tejo no contexto da própria Área Metropolitana de Lisboa.
Das forças políticas presentes no actual quadro concelhio por exemplo, mas também a nível nacional, duas assumem uma posição coerente: o PS e a CDU, e ao contrário dos tempos da decisão da localização da que veio a ser a Ponte Vasco da Gama, não há hesitações, nem divergências entre os discursos nacional e local.
O presidente da CMB, Carlos Humberto, tem defendido a Ponte com todas as valências, de uma forma denodada e firme, mas serena, esclarecida e assertiva, sem bairrismos e com toda a racionalidade argumentativa; o mesmo tem feito o Secretário de Estado e Deputado Municipal, Eduardo Cabrita, com o seu habitual brilhantismo tribunício e um acervo de razões substancial e que estão claramente muito para além das do coração, que são também notórias; afinal “quem não se sente, não é filho de boa gente”.
Já o PSD e o Bloco terão sérias dificuldades para explicar aos Barreirenses o desconchavo das opções das suas direcções nacionais e estão naquela situação incómoda de “não poder servir a dois senhores” (ou senhoras).
Parece-me evidente que para ganhar votos entre a classe média e média alta alfacinha, há uma disputa que pesca nas mesmas águas sociais com respostas políticas diferentes e se o PSD (e o CDS) já “mataram” a questão optando pela bourgeoisie olissiponensis que não ver mais Pontes, nem pintadas, a não ser claro uma hipotética Algés-Trafaria, quer a direcção do PSD, quer o candidato Santana Lopes, em nome das “gerações futuras” (das deles claro, não das nossas que também terão direito à mobilidade), já se pronunciaram frontalmente contra os grandes projectos.
Temos idade e experiência para saber que, num país com o historial do nosso, a rejeição deste tipo de obras costuma redundar apenas no seu não usufruto e os réditos da opção costumam ser como Braga vista por um canudo.
Já o Bloco está numa grave encruzilhada, pois o seu potencial de crescimento nesta “Banda” que, a avaliar pelas europeias, parecia simpático e promissor, estará seriamente comprometido, façam os elementos locais a ginástica argumentativa que fizerem, se, nesta disputa entre “índios” e os cowboys do costume se puser do lado dos aspirantes a Sheriff.
É que este é um assunto sério de mais para os barreirenses para ficar refém do tipo de discurso e de opção que parece manietar o Bloco – o “politicamente correcto” e um apego algo fundamentalista a uma “Ecologia do Absurdo” que cria mais do que prisma de análise para fenómenos semelhantes e um relativismo de que nós, barreirenses, fartos de ser “índios”, estamos cansados e se manifesta sempre que se vislumbra uma ténue possibilidade de não nos limitarmos a ficar confinados à “reserva”.
É que, assim, estarão involuntariamente a dar razão aquele já vetusto texto de Álvaro Cunhal, “Radicalismo Pequeno-Burguês de Fachada Socialista” que, por sua vez, é uma paráfrase de um outro de Lenine, “Esquerdismo, Doença Infantil do Comunismo” e eu não quero crer que assim seja, mas infelizmente em política, como toda a gente sabe, o que parece é!
quinta-feira, 25 de junho de 2009
"Volver la Tortilla" ou o Folhetim da "Arrogância"
Uma das acusações mais fundamentadas em atitudes e factos evidentes tem sido a enorme arrogância da governação desta maioria absoluta "socrática". Não é preciso ser "politólogo" para entender que a chave da sua derrota eleitoral nas "Europeias" passou muito por aí.
Eis senão quando, talvez influenciada pelo passado maoísta de muitos dos seus actuais dirigentes (o PS e o PSD estão cheios de ex-"MRs" e quejandos, com proeminência para o actual Presidente da Comissão Europeia - José Manuel Durão "porreiro pá" Barroso), uma das tácticas mais vulgares tem sido o clássico virar a acusação contra o acusador, ou seja, volver la tortilla e agora é o PS que a propósito do "folhetim" Provedor de Justiça e mesmo antes, comentado a reacção de Paulo Rangel aos resultados eleitorais, vem acusar o PSD de "arrogância".
Eis senão quando, talvez influenciada pelo passado maoísta de muitos dos seus actuais dirigentes (o PS e o PSD estão cheios de ex-"MRs" e quejandos, com proeminência para o actual Presidente da Comissão Europeia - José Manuel Durão "porreiro pá" Barroso), uma das tácticas mais vulgares tem sido o clássico virar a acusação contra o acusador, ou seja, volver la tortilla e agora é o PS que a propósito do "folhetim" Provedor de Justiça e mesmo antes, comentado a reacção de Paulo Rangel aos resultados eleitorais, vem acusar o PSD de "arrogância".
Talvez estivessem à espera que o homem pedisse desculpa por ter ganho e quando este fez notar a acrimónia grosseira, malcriada e ressentida das "felicitações pela televisão", logo o staff do PS inventou uma nova figura contraposta ao seu próprio evidente mau-perder, o "mau-ganhar".
É a velha técnica do ladrão que grita "agarra que é ladrão!" - muito ao gosto dos ex-pregoeiros do "Luta Popular".
Então agora o PSD é que é arrogante por não se sujeitar a "papar" o Professor Jorge Miranda como Provedor de Justiça, ele que até já foi do PSD, ou pelo menos do PPD?!
É a velha técnica do ladrão que grita "agarra que é ladrão!" - muito ao gosto dos ex-pregoeiros do "Luta Popular".
Então agora o PSD é que é arrogante por não se sujeitar a "papar" o Professor Jorge Miranda como Provedor de Justiça, ele que até já foi do PSD, ou pelo menos do PPD?!
O "argumentário" está tão bem "ensaiado" que até já o próprio Jorge Miranda, ao renunciar a essa pretensão, o repetiu.
Ora bem, é isso mesmo, há um conjunto de figuras ligadas à direita "histórica", que talvez nostálgicas da velha União Nacional, numa fase já adiantada da vida, decidiram investir neste PS para aceitarem prebendas e sinecuras.
Ora bem, é isso mesmo, há um conjunto de figuras ligadas à direita "histórica", que talvez nostálgicas da velha União Nacional, numa fase já adiantada da vida, decidiram investir neste PS para aceitarem prebendas e sinecuras.
Afinal, o Professor Freitas também é fundador do CDS.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
"Quando um homem quiser"
É curioso ver como a aproximação da data das Eleições Legislativas tem sido tratada nos media, sobretudo nos situacionistas, que são a maioria, diga-se de passagem.
Antes das Europeias, as tais que, segundo as sondagens, o PS ia ganhar de certeza, faltavam apenas dois meses para as legislativas; agora que o PS perdeu as Europeias e apesar de estarmos a passar dos meados de Junho, ainda faltam quatro meses (TSF esta manhã).
Talvez seja o tempo considerado necessário para Sócrates "retocar" a "imagem".
Enfim, o tempo é assim como o Natal, quando um homem quiser!
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Uma TV Multiculturalista
As repórteres da RTP evidenciam há já algum tempo uma acentuada queda para o multicuturalismo.
É ver Márcia Rorigues no Irão a fazer a cobertura das presidenciais de tchador que, aliás, já tinha usado numa entrevista ao embaixador daquele país em Lisboa.
E também Sandra Felgueiras em Goa envergando um magnífico sari.
É caso para perguntar quando é que a RTP transmitirá do Meco?
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Olhe que não senhor engenheiro, olhe que não!
As luminárias que delinearam a estratégia política do “seu” PS, que devem ser as mesmas que determinaram a escolha de um trânsfuga do PCP para “colher votos à esquerda” com os resultados que estão à vista, procuraram desde o princípio do mandato sufragado com uma maioria absoluta que resultou de um Programa Eleitoral muito diferente do que veio a ser o Programa de Governo, que por sua vez foi superado pela prática governativa em arrogância, prepotência e autismo, como há muito não se usava na sociedade portuguesa, determinar-lhe uma táctica.
Essa táctica assentou no “combate aos interesses corporativos”, tendo sido eleitos para bodes expiatórios das maleitas nacionais, os funcionários públicos e em especial, os professores. Entende-se a escolha, dentro de uma lógica cínica, que foi a que orientou a operação, era preciso dar "sangue" às massas e os professores constituem um grupo profissional, logo uma “corporação” no muito fraco entendimento das tais “luminárias”, muito pouco "corporativa", económica e socialmente mais débil do que outros “corpos especiais” da função pública (médicos, magistrados, militares); mas foi subestimado um aspecto, o número, de facto 150000 são muitos votos directos, fora o resto, as famílias, etc. . Aí, as contas saíram furadas.
Se, numa primeira fase, a manobra parece ter arrastado uma certa "opinião pública" típica de um país pobre e sempre adiado, logo, muito permeável à inveja e ao ressentimento; numa segunda fase, toda a gente percebeu que ninguém ia ganhar nada com isso e o élan perdeu-se.
Quando ouço figuras como advogados de negócios, empresários da grande construção civil, da grande distribuição e da Banca, elogiarem publicamente a sua “coragem” e “determinação” na luta contra as “corporações” e os “interesses” não pode deixar de me dar uma imensa vontade de rir.
Não é preciso ser particularmente “iluminado” para perceber que governar contra a base social de apoio natural do Partido Socialista é, claramente, um erro e não é porque um Governo, mesmo oriundo de um catch all party, deva governar para contentar todos, mas isso não significa vilipendiar, vexar e atirar às “feras” grupos sociais inteiros como foi feito aos professores.
Mais que não seja porque “quem não se sente não é filho de boa gente” e como “cá se fazem, cá se pagam”, os professores reagiram massivamente e não votaram, nem votarão PS enquanto o senhor engenheiro (o que quer que isso queira dizer) estiver à frente do Partido.
Queria aparentar “virar à esquerda”, conseguiu-o, parabéns, na mouche! Basta ver os resultados da CDU e do Bloco, e por favor, não me venha com a “cantilena” da “incompreensão” e das “dificuldades em fazer passar a mensagem”, se tivesse tido uma melhor formação humanística e melhor formação tout court, conheceria certamente o poema de José Régio, as pessoas não são estúpidas e sabem muito bem, pelo menos, o que não querem.
Não pude deixar de reparar como quase não aplaudiu as palavras, sábias diga-se de passagem, de António Barreto na cerimónia do 10 de Junho, compreendo-o, interroga-se profundamente, tanto quanto consegue, por quem os “sinos dobram” e parece-lhe que pode ser por si!!!
Não tenha dúvidas, com a sua brilhante estratégia, conseguiu várias coisas:
“Devolver”, logo em 2005, a maioria das câmaras municipais em terreno tradicionalmente “hostil”, ao PSD e à CDU e agora nem com Santa Bárbara, nem com Santa Clara, nem com Santos-o-Velho, serão recuperáveis.
Alienar a base social tradicional de apoio do Partido Socialista como grande partido do povo de esquerda, em favor principalmente do Bloco e ressuscitar o PSD, que agora convoca para a “guerra” da bipolarização, mais uma vez (irra que não aprendem!) tentando “comer” o eleitorado por parvo!
Comprometer, mas se calhar era essa a ideia, os grandes projectos de interesse público nacional, como o TGV, o novo Aeroporto de Lisboa e a Terceira Travessia do Tejo.
A não ser que queira arranjar uma maneira, ainda que pouco airosa de se ir embora, o que aliás vindo de quem vem não me espanta nada, parece-me desastroso!
Mas o senhor é que sabe, aliás de acordo com a presumida auto‑suficiência que o tem caracterizado, mas depois não diga que “ninguém o avisou”.
Essa táctica assentou no “combate aos interesses corporativos”, tendo sido eleitos para bodes expiatórios das maleitas nacionais, os funcionários públicos e em especial, os professores. Entende-se a escolha, dentro de uma lógica cínica, que foi a que orientou a operação, era preciso dar "sangue" às massas e os professores constituem um grupo profissional, logo uma “corporação” no muito fraco entendimento das tais “luminárias”, muito pouco "corporativa", económica e socialmente mais débil do que outros “corpos especiais” da função pública (médicos, magistrados, militares); mas foi subestimado um aspecto, o número, de facto 150000 são muitos votos directos, fora o resto, as famílias, etc. . Aí, as contas saíram furadas.
Se, numa primeira fase, a manobra parece ter arrastado uma certa "opinião pública" típica de um país pobre e sempre adiado, logo, muito permeável à inveja e ao ressentimento; numa segunda fase, toda a gente percebeu que ninguém ia ganhar nada com isso e o élan perdeu-se.
Quando ouço figuras como advogados de negócios, empresários da grande construção civil, da grande distribuição e da Banca, elogiarem publicamente a sua “coragem” e “determinação” na luta contra as “corporações” e os “interesses” não pode deixar de me dar uma imensa vontade de rir.
Não é preciso ser particularmente “iluminado” para perceber que governar contra a base social de apoio natural do Partido Socialista é, claramente, um erro e não é porque um Governo, mesmo oriundo de um catch all party, deva governar para contentar todos, mas isso não significa vilipendiar, vexar e atirar às “feras” grupos sociais inteiros como foi feito aos professores.
Mais que não seja porque “quem não se sente não é filho de boa gente” e como “cá se fazem, cá se pagam”, os professores reagiram massivamente e não votaram, nem votarão PS enquanto o senhor engenheiro (o que quer que isso queira dizer) estiver à frente do Partido.
Queria aparentar “virar à esquerda”, conseguiu-o, parabéns, na mouche! Basta ver os resultados da CDU e do Bloco, e por favor, não me venha com a “cantilena” da “incompreensão” e das “dificuldades em fazer passar a mensagem”, se tivesse tido uma melhor formação humanística e melhor formação tout court, conheceria certamente o poema de José Régio, as pessoas não são estúpidas e sabem muito bem, pelo menos, o que não querem.
Não pude deixar de reparar como quase não aplaudiu as palavras, sábias diga-se de passagem, de António Barreto na cerimónia do 10 de Junho, compreendo-o, interroga-se profundamente, tanto quanto consegue, por quem os “sinos dobram” e parece-lhe que pode ser por si!!!
Não tenha dúvidas, com a sua brilhante estratégia, conseguiu várias coisas:
“Devolver”, logo em 2005, a maioria das câmaras municipais em terreno tradicionalmente “hostil”, ao PSD e à CDU e agora nem com Santa Bárbara, nem com Santa Clara, nem com Santos-o-Velho, serão recuperáveis.
Alienar a base social tradicional de apoio do Partido Socialista como grande partido do povo de esquerda, em favor principalmente do Bloco e ressuscitar o PSD, que agora convoca para a “guerra” da bipolarização, mais uma vez (irra que não aprendem!) tentando “comer” o eleitorado por parvo!
Comprometer, mas se calhar era essa a ideia, os grandes projectos de interesse público nacional, como o TGV, o novo Aeroporto de Lisboa e a Terceira Travessia do Tejo.
A não ser que queira arranjar uma maneira, ainda que pouco airosa de se ir embora, o que aliás vindo de quem vem não me espanta nada, parece-me desastroso!
Mas o senhor é que sabe, aliás de acordo com a presumida auto‑suficiência que o tem caracterizado, mas depois não diga que “ninguém o avisou”.
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