"Jerónimo" era o grito que significava o abate de árvores de grande porte nos filmes americanos da minha juventude, sem que eu nunca tivesse sabido porquê, é também o nome próprio do Secretário-geral do PCP, homem de ar simultaneamente afável e enérgico, robusto e bem conservado, que denota o ar de "proleta qb", ainda com o corte de cabelo "à francesa" típico de primaveras já idas.
Não sendo particularmente forte em debates, ainda me lembro de um em que ficou, dir-se-ia que providencialmente, afónico, transmite, no entanto a singelo, uma grande autenticidade, falando simples, "curto e grosso" como o "povão" das antigas "cinturas industrias" aprecia. É, por isso, benne trovata aquela caracterização do "comunismo de sociedade recreativa" que lhe foi aposta.
Mas é mais que isso, é a personificação de um "comunismo visceral", de um certo "regresso às origens" mais intuído do que racionalizado. Afinal as massas sempre preferiram Estalines a Trotskys, Togliattis a Gramscis, (Cunhal foi a síntese, virtualmente irrepetível, uma espécie de "Princípe Perfeito" em versão red).
Jerónimo, o tio "Jó Jó" para os jovens de classe média que gostam dele , mas votam no Bloco, teve esta semana duas intervenções de destaque.
A primeira de grande alcance "filosófico", aliás anunciado pelo próprio, foi em resposta a uma pergunta de jornalista acerca da "dissidência" de Domingos Lopes, que parece ter reagido demasiado "a frio" à invasão da Checoslováquia pelas forças do Pacto de Varsóvia; de facto quarenta anos de reflexão é muito "estudo", sobretudo porque produz efeitos práticos (a demissão do PCP) quando já nem sequer existem a Checoslováquia - país invadido, o Pacto de Varsóvia - força invasora, nem a União Soviética - potência mandante da invasão.
Mas adiante, que isto cada um é como cada qual, Jerónimo comentou:
"Pode alguém sair de um lugar onde já não está"?!
Ora, nem Derrida teria dito melhor. É que nisto da "Filosofia", como, de resto em tudo na vida, o que é recebido como "profundo" ou "ridículo" não é tanto o que é dito, mas muito mais quem o diz.
Assim, a mesma afirmação tanto pode ser o suprassumo (não o "supersumo" de Luís Filipe Vieira, outro grande "filósofo") da Metafísica como uma "bacorada" qualquer.
Por exemplo: "Estar vivo é o contrário de estar morto" dito como foi por Lili Caneças tornou-se exemplo da mais decantada e "lapalisseana" possidoneira, no entanto, o mesmo é afirmado por Platão no Fédon (71c) sem que ninguém se espante (claro que noutro contexto e sem o tom paródico que lhe estou a dar e este é o truque de Sócrates e seus advisors - descontextualizar e assim, vender "gato por lebre").
Jerónimo tem tido outras prestações "lapidares" e verdadeiramente desarmantes - no debate com Manuela Ferreira Leite e perante o argumento dela que "o que é preciso é trabalho", imediatamente ripostou que "o que é preciso é, também, dinheiro, pois no tempo da escravatura trabalho era o que não faltava".
Quando lhe perguntaram se tinha aplicações financeiras, PPRs por exemplo,a propósito do "caso" Louçã (oh como a "orquestra" está afinada), respondeu que "nem sequer tem conta bancária" (!!!)
O que não disse é que, neste particular, está assim um pouco, mutatis mutandis, como a Rainha de Inglaterra, pois só precisa de ter conta bancária quem tem que pagar alguma coisa.
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
"Chapeladas"
Umas das mais recentes e supostas "broncas" lançada para ter efeitos de desgaste eleitoral, neste caso, sobre o PSD, é uma "denúncia", aliás, muitíssimo "oportuna", de "chapelada" em eleições internas deste Partido por obra dos "nefandos" António Preto e Helena Lopes da Costa e logo os dois, que conveniente.
É evidente que quer um, quer outro, podem muito bem não ser "flores que se cheirem" (cá para mim, Helena Lopes da Costa,será, assim à vista desarmada e também pelo "histórico", mais "cheirável" do que Preto); mas alguém terá dúvidas que se as eleições nacionais fossem como as internas dos Partidos (e infelizmente não só), estaríamos no tempo da "outra senhora"?! Pela parte que me toca e de saber de experiência feito, não tenho nenhuma. Como militante do PS já vi e soube, nesta matéria, de tudo um pouco, desde as dezenas de militantes que "residem" (nos ficheiros é claro) numa só Rua, até vinte ou trinta que "moram" num só apartamento de três assoalhadas, a elevados montantes que são pagos em quotas para que possam votar (no candidato do "grupo" que as paga, claro está), aos militantes que vão votar e não sabem sequer como se chamam (estando, obviamente, a votar por outros), às urnas que "voam" pela janela em pleno acto eleitoral, às reuniões de distritais da "J" em que a PSP é chamada a intervir por várias vezes e em que facções opostas contratam "jagunços" para agredir a concorrência, fora, claro, os scores verdadeiramente "norte-coreanos" (90 e tal % e assim) para um só candidato, geralmente o "que tem que ser", etc., etc., etc..
Isto já para não falar dos empregos, "tachos" e sinecuras várias a que tais apoios dão "direito" uma vez atingido o objectivo e de que o "caso Joana Amaral Dias" foi apenas um exemplo, que só foi conhecido porque correu "mal" (é que há gente para quem a medida da venalidade alheia é o espelho).
Enfim, "metodologias"!
É evidente que quer um, quer outro, podem muito bem não ser "flores que se cheirem" (cá para mim, Helena Lopes da Costa,será, assim à vista desarmada e também pelo "histórico", mais "cheirável" do que Preto); mas alguém terá dúvidas que se as eleições nacionais fossem como as internas dos Partidos (e infelizmente não só), estaríamos no tempo da "outra senhora"?! Pela parte que me toca e de saber de experiência feito, não tenho nenhuma. Como militante do PS já vi e soube, nesta matéria, de tudo um pouco, desde as dezenas de militantes que "residem" (nos ficheiros é claro) numa só Rua, até vinte ou trinta que "moram" num só apartamento de três assoalhadas, a elevados montantes que são pagos em quotas para que possam votar (no candidato do "grupo" que as paga, claro está), aos militantes que vão votar e não sabem sequer como se chamam (estando, obviamente, a votar por outros), às urnas que "voam" pela janela em pleno acto eleitoral, às reuniões de distritais da "J" em que a PSP é chamada a intervir por várias vezes e em que facções opostas contratam "jagunços" para agredir a concorrência, fora, claro, os scores verdadeiramente "norte-coreanos" (90 e tal % e assim) para um só candidato, geralmente o "que tem que ser", etc., etc., etc..
Isto já para não falar dos empregos, "tachos" e sinecuras várias a que tais apoios dão "direito" uma vez atingido o objectivo e de que o "caso Joana Amaral Dias" foi apenas um exemplo, que só foi conhecido porque correu "mal" (é que há gente para quem a medida da venalidade alheia é o espelho).
Enfim, "metodologias"!
domingo, 13 de setembro de 2009
" Master of Time" (Esta é "mázinha")
Que Sócrates é conhecido por uma certa megalomania é, mais ou menos, consensual; os fãs chamam-lhe "determinação", mas há "deixas" que mesmo para um EGO INCHADO são, digamos, pelo menos, ousadas.
No debate com Ferreira Leite e perante a afirmação desta "daqui a dez anos o senhor já cá não estará", ele prontamente reagiu: "Não estarei?! Estarei, estarei, não serei é Primeiro Ministro!”
Ora, mesmo perante um caso de presciência absoluta em que, pelo menos, desta vez nos poupou a uma citação, sei lá, de Santo Agostinho (mas a "profundidade" dos assessores não deve dar para tanto) e que faz dele uma espécie de auto-proclamado "Master of Time" (já só faltava esta!); não ousou a suprema deselegância de retorquir:
- "Pela ordem natural das coisas é mais provável que seja a senhora que já cá não estará"!
Vá lá, vá lá!!!
No debate com Ferreira Leite e perante a afirmação desta "daqui a dez anos o senhor já cá não estará", ele prontamente reagiu: "Não estarei?! Estarei, estarei, não serei é Primeiro Ministro!”
Ora, mesmo perante um caso de presciência absoluta em que, pelo menos, desta vez nos poupou a uma citação, sei lá, de Santo Agostinho (mas a "profundidade" dos assessores não deve dar para tanto) e que faz dele uma espécie de auto-proclamado "Master of Time" (já só faltava esta!); não ousou a suprema deselegância de retorquir:
- "Pela ordem natural das coisas é mais provável que seja a senhora que já cá não estará"!
Vá lá, vá lá!!!
sábado, 12 de setembro de 2009
"Almoçar e Jantar"
Há já uns anos que venho a reparar que para Paulo Portas o verbo "comer" é impronunciável. Ele prefere definir os "pobres" como "aquelas pessoas que não têm meios para almoçar e para jantar".
A primeira vez que notei esta peculiaridade foi aqui há uns anos, numas declarações que Portas fez sobre a Áfica subsaariana em que disse precisamente que "África é um continente em que há muita fome, porque as pessoas não têm dinheiro para almoçar e para jantar"!
Vá lá , vá lá...podia ser pior, é que mesmo sem "almoçar" e sem "jantar", as pessoas (os "pobres" ou "em África") ainda poderão "desforrar-se" com o pequeno-almoço, o lanche (ou mais à portuguesa e, naturalmente, mais ao gosto de Portas, uma ou várias merendas) e a ceia!
- "Vai lá, vai" !!!
A primeira vez que notei esta peculiaridade foi aqui há uns anos, numas declarações que Portas fez sobre a Áfica subsaariana em que disse precisamente que "África é um continente em que há muita fome, porque as pessoas não têm dinheiro para almoçar e para jantar"!
Vá lá , vá lá...podia ser pior, é que mesmo sem "almoçar" e sem "jantar", as pessoas (os "pobres" ou "em África") ainda poderão "desforrar-se" com o pequeno-almoço, o lanche (ou mais à portuguesa e, naturalmente, mais ao gosto de Portas, uma ou várias merendas) e a ceia!
- "Vai lá, vai" !!!
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
"Arranjar Problemas"
A senhora Ministra da Educação com a desfaçatez que a caracteriza e que, bem vistas as coisas, caracteriza uma boa parte deste Governo Sócrates que cultiva um amor "platónico" pela verdade, afirmou perante um pedido de esclarecimento de jornalistas que o temor manifestado por algumas organizações de professores ante a possibilidade dos docentes afectados pela Gripe A serem penalizados na sua avaliação de desempenho pelo absentismo forçado decorrente dessa putativa circunstância, era um rematado "disparate" e que "parece haver pessoas que são especialistas em arranjar problemas onde eles não existem"!
Era de facto bom que assim fosse e que a "candura" da senhora Ministra nesta declaração do mais elementar aparente bom senso não tivesse antecedentes perversos; é que tais pessoas que hipoteticamente "gostam de arranjar os tais problemas" não os geram ex nihilo, têm é boa memória e aprendem com a experiência do senso comum que avisa "se queres conhecer o vilão, põe-lhe o pau na mão".
Então não é que no concurso para "Professor Titular" que foi a maior aberração jurídica e uma das maiores imoralidades cometidas pelo poder político de turno pelo menos desde o 25 da Abril, uma das condições para aceder à categoria, a "assiduidade", contou em bruto, não discriminando as faltas por doença devidamente comprovadas de quaisquer outras, e se alguma reparação houve a posteriori foi mercê de lutas sindicais, queixas ao Provedor de Justiça, processos judiciais e intervenção do Tribunal Constitucional e mesmo assim assumindo formas em que "a emenda foi, na generalidade, pior que o soneto".
É que com este governo devotadamente entregue à causa do propagandismo, que ameaça mudar o nome do PS para PFC (Partido do Faz-de-Conta), que tem batido recordes de cinismo, em que nunca tão poucos mentiram tanto quanto às maravilhas desta (des)governação conseguindo olhar o interlocutor nos olhos (sintoma de, pelo menos, mitomania) e sem que lhes caiam os dentes, é caso pra dizer que "gato escaldado de água fria tem medo" e sobretudo:
"Quem os não conheça que os compre!!!"
Era de facto bom que assim fosse e que a "candura" da senhora Ministra nesta declaração do mais elementar aparente bom senso não tivesse antecedentes perversos; é que tais pessoas que hipoteticamente "gostam de arranjar os tais problemas" não os geram ex nihilo, têm é boa memória e aprendem com a experiência do senso comum que avisa "se queres conhecer o vilão, põe-lhe o pau na mão".
Então não é que no concurso para "Professor Titular" que foi a maior aberração jurídica e uma das maiores imoralidades cometidas pelo poder político de turno pelo menos desde o 25 da Abril, uma das condições para aceder à categoria, a "assiduidade", contou em bruto, não discriminando as faltas por doença devidamente comprovadas de quaisquer outras, e se alguma reparação houve a posteriori foi mercê de lutas sindicais, queixas ao Provedor de Justiça, processos judiciais e intervenção do Tribunal Constitucional e mesmo assim assumindo formas em que "a emenda foi, na generalidade, pior que o soneto".
É que com este governo devotadamente entregue à causa do propagandismo, que ameaça mudar o nome do PS para PFC (Partido do Faz-de-Conta), que tem batido recordes de cinismo, em que nunca tão poucos mentiram tanto quanto às maravilhas desta (des)governação conseguindo olhar o interlocutor nos olhos (sintoma de, pelo menos, mitomania) e sem que lhes caiam os dentes, é caso pra dizer que "gato escaldado de água fria tem medo" e sobretudo:
"Quem os não conheça que os compre!!!"
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A curta memória argumentativa
No debate de ontem, terça, 8 de Setembro, Louçã deixou-se enredar num argumento de má fé típico do estilo Sócrates, que não discute, antes repisa, repete, crente na máxima comummente atribuída a Goebbels de que "uma mentira muito repetida passa à categoria de verdade". Foi o caso do "susto" à classe média (resta precisar o que será a "classe média" em Portugal) de que o programa fiscal do Bloco tinha um "segredo": o da eliminação dos benefícios em sede de IRS, das despesas de saúde e educação.
Em primeiro lugar, Loucã, tão habitualmente ágil em situação de debate, não foi lesto a desmontar a insinuação de "segredo".
Se era "segredo" como é que Sócrates conseguiu lê-lo e até exibi-lo no Programa Eleitoral do Bloco; depois também não foi eficaz a denunciar a descontextualização e logo, a má fé do argumento, pois isso produzir-se-ia num quadro fiscal "limpo" de armadilhas e "espertezas saloias"; e principalmente, não retrucou, não se deve ter lembrado que, há cerca de um mês, mais coisa, menos coisa, foi o Governo Sócrates através do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a ameaçar abrir a "caça" aos "ricos" fiscais (que, como toda a gente sabe, estão, entre nós, muito longe de ser os ricos reais) e eliminar as deduções de saúde e educação a quem tenha um rendimento mensal igual ou superior a 5000 euros brutos (atenção, reforço, brutos), que já são taxados a 42%. Esse sim, será o maior ataque fiscal de sempre à classe média assalariada, que, aliás, é praticamente o único sector da sociedade a pagar efectivamente todos os impostos sem fuga possível, através da retenção na fonte.
Que pena! Louçã, que tem uma excelente memória, não se ter lembrado (ou ter preferido não se "lembrar") deste "pequeno pormenor".
Enfim, ninguém é perfeito!!
Em primeiro lugar, Loucã, tão habitualmente ágil em situação de debate, não foi lesto a desmontar a insinuação de "segredo".
Se era "segredo" como é que Sócrates conseguiu lê-lo e até exibi-lo no Programa Eleitoral do Bloco; depois também não foi eficaz a denunciar a descontextualização e logo, a má fé do argumento, pois isso produzir-se-ia num quadro fiscal "limpo" de armadilhas e "espertezas saloias"; e principalmente, não retrucou, não se deve ter lembrado que, há cerca de um mês, mais coisa, menos coisa, foi o Governo Sócrates através do Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, a ameaçar abrir a "caça" aos "ricos" fiscais (que, como toda a gente sabe, estão, entre nós, muito longe de ser os ricos reais) e eliminar as deduções de saúde e educação a quem tenha um rendimento mensal igual ou superior a 5000 euros brutos (atenção, reforço, brutos), que já são taxados a 42%. Esse sim, será o maior ataque fiscal de sempre à classe média assalariada, que, aliás, é praticamente o único sector da sociedade a pagar efectivamente todos os impostos sem fuga possível, através da retenção na fonte.
Que pena! Louçã, que tem uma excelente memória, não se ter lembrado (ou ter preferido não se "lembrar") deste "pequeno pormenor".
Enfim, ninguém é perfeito!!
domingo, 6 de setembro de 2009
"That`s not the issue!!!"
Não consegui resistir a uma pulsão algo "snob" (que não sou) para dar o título que dei a este "post" e pôr assim os pontos nos "ís" em relação ao meu "post" anterior ("Tu és macaco!").
É, ou parece-me ser, óbvio que em passagem nenhuma desse texto é louvada a qualidade jornalística de Manuela Moura Guedes ou do "Jornal de Sexta" e esclareço, desde já, que a questão não é essa, como muitos vêm agora, fazendo uso da velha táctica da "argamassa", falaciosamente clamar.
O problema é infinitamente mais grave e pela minha parte até nem sou apreciador do estilo de Manuela Moura Guedes, nem da TVI em geral; a questão não é do âmbito do "gosto", bom ou mau. Se assim fosse nenhuma rádio ou TV passaria música "pimba" e não se debateriam os "mentideros" da "bola" durante horas a fio.
O problema é tentar justificar como mera "coincidência" ou com "falta de qualidade jornalística" a erradicação, neste contexto, de um programa que de acordo com as (poucas) regras de uma "economia de mercado" era um produto altamente vendável como o demonstravam as elevadas taxas de audiência e suspendê-lo contrariando essa lógica comercial que é a única que essa estação parece conhecer, a comprová-lo está que nunca foram suspensas cenas de pancadaria e obscenidades várias nesses indubitáveis êxitos populares que foram o "Big Brother" ou a "Oração da Bunda", só para citar dois dos muitos exemplos possíveis.
A quem quer atirar "areia para os olhos do pagode" nesta questão e para além de "las brujas, qué las hay, las hay!", relembro o velho Heraclito:
"Tão importantes como as muralhas da Cidade são as suas Leis"!
É que gosto muito de música, mas também gosto imenso de ser eu a escolhê-la!!!
É, ou parece-me ser, óbvio que em passagem nenhuma desse texto é louvada a qualidade jornalística de Manuela Moura Guedes ou do "Jornal de Sexta" e esclareço, desde já, que a questão não é essa, como muitos vêm agora, fazendo uso da velha táctica da "argamassa", falaciosamente clamar.
O problema é infinitamente mais grave e pela minha parte até nem sou apreciador do estilo de Manuela Moura Guedes, nem da TVI em geral; a questão não é do âmbito do "gosto", bom ou mau. Se assim fosse nenhuma rádio ou TV passaria música "pimba" e não se debateriam os "mentideros" da "bola" durante horas a fio.
O problema é tentar justificar como mera "coincidência" ou com "falta de qualidade jornalística" a erradicação, neste contexto, de um programa que de acordo com as (poucas) regras de uma "economia de mercado" era um produto altamente vendável como o demonstravam as elevadas taxas de audiência e suspendê-lo contrariando essa lógica comercial que é a única que essa estação parece conhecer, a comprová-lo está que nunca foram suspensas cenas de pancadaria e obscenidades várias nesses indubitáveis êxitos populares que foram o "Big Brother" ou a "Oração da Bunda", só para citar dois dos muitos exemplos possíveis.
A quem quer atirar "areia para os olhos do pagode" nesta questão e para além de "las brujas, qué las hay, las hay!", relembro o velho Heraclito:
"Tão importantes como as muralhas da Cidade são as suas Leis"!
É que gosto muito de música, mas também gosto imenso de ser eu a escolhê-la!!!
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