"Está o baile armado"! É o que perspectiva a declaração de ontem, 29 de Setembro, do Senhor Presidente da República que vem exprimir o seu muito justo "direito à indignação" (expressão que o então PR Mário Soares utilizou, em tempos, contra o então PM Cavaco Silva, enquanto as respectivas "equipas" se referiam a um como "o gajo" e ao outro como "o tipo") .
As coisas raramente são apenas o que parecem, mesmo tendo em conta o ângulo em que são observadas e a perspectiva do observador. Neste caso concreto, afigura-se-me estar montada uma "bernarda" daquelas "à antiga portuguesa", uma autêntica moscambilha em que a separação não será propriamente entre os "Cavaleiros Jedi" e o Dark Side of the Force, nem um puro produto alucinatório de algumas suspicious minds em delírio paranóide.
Já disse, em post anterior, que não costuma haver "fumo sem fogo" e que este caso me parece uma hipérbole de "cenas" corriqueiras mais ao estilo Maxwell Smart do que Le Carré, com "paus-de-cabeleira" de um lado "espantalhados" na comitiva do lado "oposto" suscitando contra-ataques de ópera-bufa por parte daqueles que, se calhar, ainda acreditam (segundo uma velha lenda "anti-fascista") que é possível "conspirar" em cafés que são locais públicos num país de "primos" cuscos em que toda a "famelga" topa toda a "famelga" (fazendo-me lembrar aqueles cavalheiros que vão "secretamente" com as amantes ao cinema onde está a passar o filme do momento, ou passar um fim-de-semana de "escapadela" precisamente ao hotel onde há um Congresso).
É basicamente uma história muito mal contada de parte a parte em que toda a gente terá "esqueletos no armário" e em que os mais "espertalhões" e que cometeram menos erros tácticos, tiveram a vantagem da aparente reviravolta na hora H.
Aliás, nisso o PSD e a Presidência da Répública terão ainda que "comer muita maizena" para estarem ao nível do desempenho do dedicado staff do lobby do "Partido do Governo" que tem "especialistas" a tempo inteiro, pois nunca fizeram mais nada senão enxamear por dentro do aparelho de Estado("Adjuntos", "Assessores" e "penduras" em geral, em regra made in "J") e outros mais profissionais que até já incendiaram a sério noutras latitudes, todos do tipo de gente que se presta a tudo.
Menosprezar o "poder de fogo" desta "Pide" e desta nova "União Nacional" é ser "Totó" e, como de costume, as "ingenuidades" pagam-se caras.
Mais ou menos como aqueles árbitros que por serem simpatizantes publicamente conhecidos de um dos clubes em jogo o prejudicam, para não serem acusados de o beneficiar.
Que é tudo muito terceiro-mundista é verdade, que dá mau aspecto também, só não nos deslustra muito por comparação - afinal em França o Presidente da República (Sarkozy) anda em tribunal com um ex-Primeiro Ministro (de Villepin) e na Itália pontifica Berlusconi.
É mesmo caso para concluir que, afinal, já chegámos mesmo à Madeira!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O Forte Contributo
É evidente que os professores e os funcionários públicos em geral (pelo menos os que não são da "cor") deram um forte contributo para a queda da maioria absoluta do PS/Sócrates. Ao alienar a sua tradicional base social de apoio, Sócrates cometeu um crasso erro estratégico e revelou irracionalidade táctica absoluta. Para o comprovar é só fazer as contas aos ganhos (poucos) e perdas (muitas) - pois "à primeira qualquer cai, mas à segunda só cai quem quer".
Afinal esta "grande vitória" - tão grande que o "Querido Líder" nem foi ao Rato e esteve-se "borrifando" (para não usar um vernáculo mais "carregado") para os poucos militantes e simpatizantes, verdadeiramente populares, que lá estiveram (afinal não é apenas o Louçã que tem relutância em apertar a mão às peixeiras).
Assim se confirma mais uma das infinitas vezes o aforismo de Kierkegaard acerca dos políticos - "nunca falam para indivíduos, mas apenas para multidões".
Bem pode o PS cantar vitória que o que o certo é que perdeu mais de meio milhão de votos, cerca de 9% dos eleitores e mais de vinte lugares no Parlamento que agora voltará a sê-lo em pleno e não apenas a câmara de eco do Feiticeiro de Oz.
Para o PS/Sócrates esta queda do pedestal da maioria absoluta bem pode ser o princípio do fim. Ficou, como se diz na gíria futebolística, a não depender apenas de si próprio e terá de fazer uma coisa a que não está habituado - negociar. Vamos ver como se sairá, sabendo nós que o panorama é sombrio e que, em função disso, as lutas sociais se irão agudizar.
É minha convicção que o Directório (mais do que "trilateral") que toma as decisões políticas cujo testa-de-ferro é Sócrates, irá optar inicialmente por um Governo Minoritário (tipo Guterres no formato, que não no estilo) e tentará negociar apoios parlamentares a la carte; esse modelo irá ser marcado pela intransigência negocial, sem qualquer vontade séria de diálogo com o objectivo implícito de inviabilizar acordos. Então e alegada a "ingovernabilidade" (sobretudo à esquerda), poderá evoluir para uma Coligação ou de Bloco Central ou, mais provável, com o CDS. Portas está "mortinho" por se sentar de novo à mesa do Conselho de Ministros e dará por isso muito mais do que os "oito tostões" que lhe sobram.
Portas é o grande real vencedor destas Eleições, conseguiu com o seu enérgico one man show criar uma dinâmica populista que contrastou com a "falta de jeito" do PSD, cuja líder se revelou de uma rigidez que roçou o rigor mortis que hoje não "cola" (Sócrates por exemplo sendo essencialmente rígido é melhor "actor de telenovela baratucha"); apresentando-se de forma reactiva (pronta a "rasgar", a "não fazer") perante um País que elege a fuga para a frente como forma rotineira de vida (senão vejamos a quantidade de automóveis e fogos que são adquiridos sem meios e depois devolvidos a fortiori) e sem "promessas", quando o eleitorado adora "promessas", mesmo que, como Sócrates fez, depois não sejam para cumprir, antes pelo contrário. Ficou ainda marcada pelas incoerências no domínio da "Ética" com os "casos" Preto e Lopes da Costa e, pior dos piores, deixou-se escorregar numa "casca de banana" e envolver na teia nebulosa do chamado "caso
das escutas" em que fez figura (não sei se merecida) de arroseur arrosé.
Todos esperamos ansiosamente que Sua Excelência o Senhor Presidente da República se decida a dizer o que prometeu acerca de tão aparatoso incidente.
Pior só mesmo Santana Lopes (que a propósito e contra a "teoria dos ovos e dos cestos") deverá perder a "corrida" para a Câmara de Lisboa.
Portas foi o único a aguentar com sucesso o embate com Sócrates no mano-a-mano televisivo e explorou os nichos eleitorais da insegurança e da arbitrariedade dos apoios sociais assumindo o "politicamente incorrecto" com proveitos a que todos os outros (PSD incluído), por medo da rotulagem ou por falta de soluções, renunciaram. Num País em que o salário mínimo é de 450 Euros e há quem receba de Rendimento Social de Inserção (vulgo "Rendimento Mínimo" que nada e ninguém insere) vários múltiplos disso sem nunca ter descontado, nem pago impostos e, em certos e não poucos casos comprovados a olho nu, exibindo sinais exteriores de riqueza (automóveis e consumos supérfluos) que, muito justamente, indignam quem trabalha no duro, ganha pouco, tem despesas essenciais que ninguém subsidia e ainda por cima, paga impostos; tal campanha teve necessariamente eco.
Captou assim os sufrágios da fragilidade - dos idosos, das mulheres e dos jovens obrigados a viver na "selva" urbana e suburbana expostos a todo o tipo de agressões numa clima social de insegurança que é muito mais do que "psicológica" como os "encobridores" a costumam classificar.
Portas jogou de mestre, ainda que ao apanhar-se no Poder pouco vá ligar as esses compromissos e vá estar mais virado para submarinos, sobreiros, Women on Waves e coisas desse jaez.
O Bloco foi uma semi-desilusão, sendo certo que capitalizou o descontentamento do eleitorado tradicional do PS que este estupidamente alienou (com a ilusão da descartabilidade da direita perante as medidas efectivamente neoliberais que tomou ainda que a coberto da retórica do "Estado Social") não conseguindo, e isto é capaz de ser positivo por constituir uma "bolsa" de reserva de crescimento, transferir para si o máximo possível de eleitorado.
Isso ficou a dever-se à súbita incapacidade que Louçã teve de enfrentar a "cassete" de Sócrates no debate entre ambos em que não conseguiu por falta de ímpeto, de "reflexos" e de "agilidade", denunciar a má-fé dos argumentos contrários, descontextualizados e matraqueados até à exaustão o que não teria sido díficil.
Quanto ao "ataque fiscal à classe média" bastaria "curar a dentada do cão com o pêlo do mesmo" e relembrar a subida generalizada de impostos promovida pelo Governo e as declarações recentes de Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, em relação ao provável destino das deduções fiscais de Saúde e Educação e ficaríamos esclarecidos; quanto ao Programa do Bloco ser "secreto" como afirmou Sócrates, bastaria perguntar-lhe como o tinha na mão? (se calhar soube-o através de alguma "escuta").
Outra inabilidade foi, sendo doutourado e Professor Catedrático, deixar-se tratar pelo nome próprio sem títulos, perante uma audiência que os endeusa, por um bacharel com uma "licenciatura" feita por fax a quem tratou por "engenheiro". Ainda por cima entrando em perdas de tempo autojustificativas quando era a ele que lhe competia atacar; outro "erro fatal" foi não ter pegado em "directo e ao vivo" no tema "Educação" um autêntico manancial, com todo o potencial cinético, explorando as grossíssimas asneiras do Governo/Sócrates neste sector.
Depois a Campanha entrou em "banho-maria" e tudo girou em torno de fait-divers com os PPRs e as Acções de Empresas Públicas etc.. Note-se que aqui os mídia controlados pelo Poder ou tendo que ser "simpáticos" para ele já não dispensaram ao Bloco a "meiguice" do costume (agora era a "doer", o que estava em causa era demasiado importante e o PCP depois das "europeias" por já estar "de rastos", não requeria mais "pancadaria", de tal modo, que o próprio Sócrates se excedeu em elogios a Jerónimo de Sousa). O Bloco também errou, ainda que lateralmente, ao abandonar totalmente o discurso das causas "fracturantes" uma vez que o deixou inteirinho para o PS, quem tiver dúvidas repare nas bandeiras "arco-íris" ao lado das da "mãozinha" e da "rosa" no Altis.
É certo que the first things first e os portugueses terão mais em que pensar na actual conjuntura, mas é um erro abandonar completamente o "campo", sendo certo e sabido que alguém o ocupará.
Importante também a quebra do potencial de negociação e na "moral" das "hostes" do Bloco por ter sido, mais uma vez contra as projecções (ena tanta mentira junta) e contra a "fanfarronada" de Louçã no Comício de Encerramento, ultrapassado em votos e principalmente em número de mandatos (mais quatro) pelo CDS/PP.
A CDU, quer dizer o PCP e os seus "satélites" ficcionais - "Os Verdes" e outras eventuais não-existências, vão alegremente de "vitória" em "vitória" até à derrota final e se é certo que até elegeram mais um deputado (ficando com quinze), não é menos certo que se deixaram ultrapassar pelo Bloco pela segunda vez consecutiva passando a quinta e última força parlamentar e perdendo o lugar na Mesa da AR.
Não será, certamente, só com "manifs" sindicais, greves, Festas do Avante, t-shirts do Che, entreameadas, "caipiroskas" e "mentiritas" que ça ira.
Se bem que nas Autárquicas outro galo venha a cantar e isto também se aplica ao PSD, também é certo que esse é outro campeonato.
Afinal esta "grande vitória" - tão grande que o "Querido Líder" nem foi ao Rato e esteve-se "borrifando" (para não usar um vernáculo mais "carregado") para os poucos militantes e simpatizantes, verdadeiramente populares, que lá estiveram (afinal não é apenas o Louçã que tem relutância em apertar a mão às peixeiras).
Assim se confirma mais uma das infinitas vezes o aforismo de Kierkegaard acerca dos políticos - "nunca falam para indivíduos, mas apenas para multidões".
Bem pode o PS cantar vitória que o que o certo é que perdeu mais de meio milhão de votos, cerca de 9% dos eleitores e mais de vinte lugares no Parlamento que agora voltará a sê-lo em pleno e não apenas a câmara de eco do Feiticeiro de Oz.
Para o PS/Sócrates esta queda do pedestal da maioria absoluta bem pode ser o princípio do fim. Ficou, como se diz na gíria futebolística, a não depender apenas de si próprio e terá de fazer uma coisa a que não está habituado - negociar. Vamos ver como se sairá, sabendo nós que o panorama é sombrio e que, em função disso, as lutas sociais se irão agudizar.
É minha convicção que o Directório (mais do que "trilateral") que toma as decisões políticas cujo testa-de-ferro é Sócrates, irá optar inicialmente por um Governo Minoritário (tipo Guterres no formato, que não no estilo) e tentará negociar apoios parlamentares a la carte; esse modelo irá ser marcado pela intransigência negocial, sem qualquer vontade séria de diálogo com o objectivo implícito de inviabilizar acordos. Então e alegada a "ingovernabilidade" (sobretudo à esquerda), poderá evoluir para uma Coligação ou de Bloco Central ou, mais provável, com o CDS. Portas está "mortinho" por se sentar de novo à mesa do Conselho de Ministros e dará por isso muito mais do que os "oito tostões" que lhe sobram.
Portas é o grande real vencedor destas Eleições, conseguiu com o seu enérgico one man show criar uma dinâmica populista que contrastou com a "falta de jeito" do PSD, cuja líder se revelou de uma rigidez que roçou o rigor mortis que hoje não "cola" (Sócrates por exemplo sendo essencialmente rígido é melhor "actor de telenovela baratucha"); apresentando-se de forma reactiva (pronta a "rasgar", a "não fazer") perante um País que elege a fuga para a frente como forma rotineira de vida (senão vejamos a quantidade de automóveis e fogos que são adquiridos sem meios e depois devolvidos a fortiori) e sem "promessas", quando o eleitorado adora "promessas", mesmo que, como Sócrates fez, depois não sejam para cumprir, antes pelo contrário. Ficou ainda marcada pelas incoerências no domínio da "Ética" com os "casos" Preto e Lopes da Costa e, pior dos piores, deixou-se escorregar numa "casca de banana" e envolver na teia nebulosa do chamado "caso
das escutas" em que fez figura (não sei se merecida) de arroseur arrosé.
Todos esperamos ansiosamente que Sua Excelência o Senhor Presidente da República se decida a dizer o que prometeu acerca de tão aparatoso incidente.
Pior só mesmo Santana Lopes (que a propósito e contra a "teoria dos ovos e dos cestos") deverá perder a "corrida" para a Câmara de Lisboa.
Portas foi o único a aguentar com sucesso o embate com Sócrates no mano-a-mano televisivo e explorou os nichos eleitorais da insegurança e da arbitrariedade dos apoios sociais assumindo o "politicamente incorrecto" com proveitos a que todos os outros (PSD incluído), por medo da rotulagem ou por falta de soluções, renunciaram. Num País em que o salário mínimo é de 450 Euros e há quem receba de Rendimento Social de Inserção (vulgo "Rendimento Mínimo" que nada e ninguém insere) vários múltiplos disso sem nunca ter descontado, nem pago impostos e, em certos e não poucos casos comprovados a olho nu, exibindo sinais exteriores de riqueza (automóveis e consumos supérfluos) que, muito justamente, indignam quem trabalha no duro, ganha pouco, tem despesas essenciais que ninguém subsidia e ainda por cima, paga impostos; tal campanha teve necessariamente eco.
Captou assim os sufrágios da fragilidade - dos idosos, das mulheres e dos jovens obrigados a viver na "selva" urbana e suburbana expostos a todo o tipo de agressões numa clima social de insegurança que é muito mais do que "psicológica" como os "encobridores" a costumam classificar.
Portas jogou de mestre, ainda que ao apanhar-se no Poder pouco vá ligar as esses compromissos e vá estar mais virado para submarinos, sobreiros, Women on Waves e coisas desse jaez.
O Bloco foi uma semi-desilusão, sendo certo que capitalizou o descontentamento do eleitorado tradicional do PS que este estupidamente alienou (com a ilusão da descartabilidade da direita perante as medidas efectivamente neoliberais que tomou ainda que a coberto da retórica do "Estado Social") não conseguindo, e isto é capaz de ser positivo por constituir uma "bolsa" de reserva de crescimento, transferir para si o máximo possível de eleitorado.
Isso ficou a dever-se à súbita incapacidade que Louçã teve de enfrentar a "cassete" de Sócrates no debate entre ambos em que não conseguiu por falta de ímpeto, de "reflexos" e de "agilidade", denunciar a má-fé dos argumentos contrários, descontextualizados e matraqueados até à exaustão o que não teria sido díficil.
Quanto ao "ataque fiscal à classe média" bastaria "curar a dentada do cão com o pêlo do mesmo" e relembrar a subida generalizada de impostos promovida pelo Governo e as declarações recentes de Teixeira dos Santos, Ministro das Finanças, em relação ao provável destino das deduções fiscais de Saúde e Educação e ficaríamos esclarecidos; quanto ao Programa do Bloco ser "secreto" como afirmou Sócrates, bastaria perguntar-lhe como o tinha na mão? (se calhar soube-o através de alguma "escuta").
Outra inabilidade foi, sendo doutourado e Professor Catedrático, deixar-se tratar pelo nome próprio sem títulos, perante uma audiência que os endeusa, por um bacharel com uma "licenciatura" feita por fax a quem tratou por "engenheiro". Ainda por cima entrando em perdas de tempo autojustificativas quando era a ele que lhe competia atacar; outro "erro fatal" foi não ter pegado em "directo e ao vivo" no tema "Educação" um autêntico manancial, com todo o potencial cinético, explorando as grossíssimas asneiras do Governo/Sócrates neste sector.
Depois a Campanha entrou em "banho-maria" e tudo girou em torno de fait-divers com os PPRs e as Acções de Empresas Públicas etc.. Note-se que aqui os mídia controlados pelo Poder ou tendo que ser "simpáticos" para ele já não dispensaram ao Bloco a "meiguice" do costume (agora era a "doer", o que estava em causa era demasiado importante e o PCP depois das "europeias" por já estar "de rastos", não requeria mais "pancadaria", de tal modo, que o próprio Sócrates se excedeu em elogios a Jerónimo de Sousa). O Bloco também errou, ainda que lateralmente, ao abandonar totalmente o discurso das causas "fracturantes" uma vez que o deixou inteirinho para o PS, quem tiver dúvidas repare nas bandeiras "arco-íris" ao lado das da "mãozinha" e da "rosa" no Altis.
É certo que the first things first e os portugueses terão mais em que pensar na actual conjuntura, mas é um erro abandonar completamente o "campo", sendo certo e sabido que alguém o ocupará.
Importante também a quebra do potencial de negociação e na "moral" das "hostes" do Bloco por ter sido, mais uma vez contra as projecções (ena tanta mentira junta) e contra a "fanfarronada" de Louçã no Comício de Encerramento, ultrapassado em votos e principalmente em número de mandatos (mais quatro) pelo CDS/PP.
A CDU, quer dizer o PCP e os seus "satélites" ficcionais - "Os Verdes" e outras eventuais não-existências, vão alegremente de "vitória" em "vitória" até à derrota final e se é certo que até elegeram mais um deputado (ficando com quinze), não é menos certo que se deixaram ultrapassar pelo Bloco pela segunda vez consecutiva passando a quinta e última força parlamentar e perdendo o lugar na Mesa da AR.
Não será, certamente, só com "manifs" sindicais, greves, Festas do Avante, t-shirts do Che, entreameadas, "caipiroskas" e "mentiritas" que ça ira.
Se bem que nas Autárquicas outro galo venha a cantar e isto também se aplica ao PSD, também é certo que esse é outro campeonato.
domingo, 27 de setembro de 2009
Palhaçadas
"As Luzes consistem em fazer sair o Homem da menoridade em que voluntariamente se encontra".
Immanuel Kant (1724-1804)
Agora que, infelizmente, faleceu a primeira vítima efectiva da Gripe A em Portugal não consigo deixar de assinalar a autêntica palhaçada erigida em torno da putativa pandemia cujo perigo de modo algum quero negar.
A questão é a da eficácia das medidas "implementadas" que me parecem ser de "muita parra e pouca uva".
A moda das "garrafinhas" de álcool (dispensadores de gel alcoólico na linguagem oficial) "pegou de estaca"; afinal o povo é sereno e vai atrás de modas.
Vai daí é um "ver se te avias" de esfrega para ficar com as mãozinhas "desinfectadas".
Pena é que em muitos locais públicos e de acesso público - Escolas, Repartições, Centros Comerciais, Cinemas, Hipermercados, Cafés e Restaurantes (mesmo os mais afamados e melhor situados e todos podemos citar casos concretos) se mantenham as instalações sanitárias, quando existem de facto, na pior das ímundices sem que nenhuma ASAE (tão lesta a atacar o "terrível flagelo" das bolas-de-berlim) intervenha e sem que ninguém pareça preocupar-se; parece que todo o "perigo" estará esconjurado se não nos esquecermos de "esfregar as mãozinhas".
Quem estará, com certeza, a esfregá-las de contentamento são as empresas que vendem os tais produtos "milagrosos" e os decisores políticos que orquestram estas campanhas e nos "comem" por tansos.
Immanuel Kant (1724-1804)
Agora que, infelizmente, faleceu a primeira vítima efectiva da Gripe A em Portugal não consigo deixar de assinalar a autêntica palhaçada erigida em torno da putativa pandemia cujo perigo de modo algum quero negar.
A questão é a da eficácia das medidas "implementadas" que me parecem ser de "muita parra e pouca uva".
A moda das "garrafinhas" de álcool (dispensadores de gel alcoólico na linguagem oficial) "pegou de estaca"; afinal o povo é sereno e vai atrás de modas.
Vai daí é um "ver se te avias" de esfrega para ficar com as mãozinhas "desinfectadas".
Pena é que em muitos locais públicos e de acesso público - Escolas, Repartições, Centros Comerciais, Cinemas, Hipermercados, Cafés e Restaurantes (mesmo os mais afamados e melhor situados e todos podemos citar casos concretos) se mantenham as instalações sanitárias, quando existem de facto, na pior das ímundices sem que nenhuma ASAE (tão lesta a atacar o "terrível flagelo" das bolas-de-berlim) intervenha e sem que ninguém pareça preocupar-se; parece que todo o "perigo" estará esconjurado se não nos esquecermos de "esfregar as mãozinhas".
Quem estará, com certeza, a esfregá-las de contentamento são as empresas que vendem os tais produtos "milagrosos" e os decisores políticos que orquestram estas campanhas e nos "comem" por tansos.
sábado, 26 de setembro de 2009
"Com a mania das Igualdades..."
Entre este "nosso" Sócrates e o da Grécia Antiga há uma coisa em comum (há quem diga que até haverá mais), mas esta é observável - de ambos nada de escrito se conhece.
A partir daí são só diferenças - quanto ao que foi dito pelo ateniense está magnificamente narrado por ilustres contemporâneos (Platão, Xenofonte), quanto ao "modernaço" de Vilar de Maçada está tudo nos seus discursos.
Ainda ontem, por exemplo, Sócrates (o Pinto de Sousa), afirmou no encerramento da campanha eleitoral ser "pela igualdade de oportunidades para todos".
Ora, eu que pensava que ser apenas "pela igualdade de oportunidades" bastava para "transmitir a ideia".
A não ser que não seja só analfabetismo funcional, mas "intencionalidade" no conceito - é que ele está habituado a dividir tudo em "ametades", mas como é o "irmão mais velho" fica sempre com a "ametade" maior.
A partir daí são só diferenças - quanto ao que foi dito pelo ateniense está magnificamente narrado por ilustres contemporâneos (Platão, Xenofonte), quanto ao "modernaço" de Vilar de Maçada está tudo nos seus discursos.
Ainda ontem, por exemplo, Sócrates (o Pinto de Sousa), afirmou no encerramento da campanha eleitoral ser "pela igualdade de oportunidades para todos".
Ora, eu que pensava que ser apenas "pela igualdade de oportunidades" bastava para "transmitir a ideia".
A não ser que não seja só analfabetismo funcional, mas "intencionalidade" no conceito - é que ele está habituado a dividir tudo em "ametades", mas como é o "irmão mais velho" fica sempre com a "ametade" maior.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
"Quem não se sente..."
Hoje e dado o contexto, vou "postar" "corporativamente" para fazer jus ao epíteto com que fui "brindado" pelo Primeiro-Ministro em exercício e seus apaniguados.
Como digo neste blog sou professor desde 76/77, mas também sou co-fundador da Secção do Barreiro do Partido Socialista ainda em Abril de 74 (mais precisamente no dia 29 de Abril, uma segunda-feira) e, escusado será dizer que arrostei com o risco, elevado na altura, de ser militante e ainda por cima "pioneiro", do PS em terra "vermelha" - o Barreiro, a "Moscovo Ocidental" como era, até internacionalmente, conhecida desde os anos 40.
O mesmo se passou na Universidade de Lisboa quase totalmente dominada pela UEC, a organização estudantil do PCP, sectária e caceteira. Em ambas as situações tive muitas vezes que enfrentar a violência, muito mais do que verbal, das "Brigadas Brezhnev". Enquanto isso, o actual Primeiro-Ministro era militante da JSD, a actual Ministra da Educação era "anarquista" e os Secretários de Estado da mesma pasta, um, ao que sei, sindicalista esquerdista e o outro iniciava a sua "carreira política" pelas bandas do CDS.
Hoje estão todos no PS ou nas suas (in)dependências e são responsáveis por uma das maiores guerras sociais de que há memória em Portugal - a autêntica guerra que moveram aos professores. E qual foi o casus belli?
O facto de, contrariamente ao proclamado quer durante a Campanha Eleitoral de 2005, quer no Programa Eleitoral do Partido Socialista desse mesmo ano, o Governo Sócrates ter encetado um programa oculto, um programa encapotadamente neoliberal, de alegado "combate aos lobbies" e aos "interesses e privilégios corporativos" - aos juízes e magistrados em geral, aos farmacêuticos, aos médicos e enfermeiros, aos militares e também aos polícias, de resto, a toda a Função Pública, afinal a que "trabalha menos horas, têm mais dias de férias e é a mais bem paga da Europa". Mas que serviu como "cortina de fumo" para deixar de fora e incólumes os verdadeiros interesses e privilégios, dos verdadeiros lobbies e das verdadeiras corporações - os Bancos e Seguradoras, os grandes monopólios de facto das Comunicações e Energia (GALP, EDP, PT) e as grandes superfícies comerciais. Enfim, a "Irmandade do Cifrão" e os vigaristas de médio e alto coturno cujos lucros são privados, mas cujos prejuízos são pagos por todos os que pagam impostos.
Ao fim e ao cabo, depois de, alegadamente para combater o défice orçamental, terem congelado as carreiras e as progressões, aumentado a idade da reforma e a carreira contributiva, mudando as regras a "meio do jogo", detiveram-se com afinco e particulares "requintes de malvadez" num único grupo profissional: os professores - a quem saiu a "fava" e quiseram fazer de "bode expiatório" de todos os males da Educação resultantes de políticas asnáticas e de chagas sociais causadas pelos "desgovernos" que temos tido.
É que, segundo o que acabou por confessar o "insigne" Marcos Perestrello, certamente um expert em estratégia política, usando as velhas tácticas da "argamassa" e do "salame", ou seja, pôr todos "à molhada" para depois cortar às fatias: "era preciso criar alguma tensão sobre determinados sectores para que a população aceitasse as medidas".
Ora, teriam feito bem melhor se tivessem ido "criar tensão" com as respectivas mãezinhas!
Estou a declarar neste post que, sendo filiado no PS e tendo contribuído activamente para a maioria absoluta ainda em exercício, não votarei desta vez neste PS, assim como não votarei PS em circunstância alguma enquanto se mantiver a Direcção/Sócrates que usou todo o aparato do Governo e o aparelho do Partido que eu ajudei a implantar em território díficil, para mover uma autêntica, e esta verdadeira, campanha negra de mentiras, calúnias, injúrias, humilhações e aviltamento do estatuto profissional e social dos professores, minando a dignidade e consequentemente a legítima autoridade, ainda que pretextando hipocritamente o contrário, visando instabilizar, desmotivar e conduzir ao abandono precoce da profissão de todos os que depois de darem tudo, o acabaram por fazer.
De darem tudo mesmo: de terem andado durante anos e anos literalmente com a "casa às costas" a dormir em quartos alugados e a comer "meias doses" com salários miseráveis. Mas disso já se esqueceram!!!
Uma guerra social sem precedentes com graves consequências actuais e futuras, desrespeitando e incitando ao desrespeito sobre aqueles que deveria respeitar e fazer respeitar. Apoucando e aviltando quem lhe era mester enobrecer.
Foi uma verdadeira campanha de ódio, excitando o que de mais baixo há na condição humana - a inveja sem motivo objectivo e o ressentimento social tipicos de um país velho e pobre onde se consegue com a propaganda adequada que toda a gente passe a odiar toda a gente, porque toda a gente acha que por mais magra e enfezada que seja "a galinha da vizinha é sempre mais gorda do que a minha".
Através do recurso infrene e despudorado a apelos "justicialistas" ao "nivelamento por baixo", a comparações descontextualizadas (em que, aliás, Sócrates e os seus advisors são especialistas), à mais completa má-fé, à burocratização absurda da profissão docente e à sua funcionarização como estratégia punitiva sem qualquer proveito sistémico, ao alongamento dos horários com inanidades e inutilidades cuja finalidade única é o vexame público, a uma pseudo-"avaliação" em que afinal as aulas acabam por não contar, mas em que conta apenas a "sacrossanta" papelada, à intimidação constante nos locais de trabalho pelos "bufos", "capatazes" e tachistas de serviço, que os há sempre. Promovendo uma fractura da carreira completamente despropositada com a única finalidade de fazer de uns "polícias" dos outros, ao clima de mentira e perseguição constante que fez com que iniciemos os anos lectivos longe do entusiasmo de outrora e já completamente extenuados, as fraudes do facilistismo e do pseudo-"sucesso", a arrogância e a mesquinhez desta "tropa fandanga" a começar pela tríade ministerial e acabar no "chefe", merece, que desta vez, como já nas Europeias, se temos brio e "vergonha na cara", não votemos no PS.
Colega: "Quem não se sente não é filho de boa gente!!!"
Se não queres mais quatro anos, pelo menos, de ditadura das bestas arvoradas e de escravatura burocrática.
Desta vez - faz como eu, passa a palavra e - Não votes PS!!!
Como digo neste blog sou professor desde 76/77, mas também sou co-fundador da Secção do Barreiro do Partido Socialista ainda em Abril de 74 (mais precisamente no dia 29 de Abril, uma segunda-feira) e, escusado será dizer que arrostei com o risco, elevado na altura, de ser militante e ainda por cima "pioneiro", do PS em terra "vermelha" - o Barreiro, a "Moscovo Ocidental" como era, até internacionalmente, conhecida desde os anos 40.
O mesmo se passou na Universidade de Lisboa quase totalmente dominada pela UEC, a organização estudantil do PCP, sectária e caceteira. Em ambas as situações tive muitas vezes que enfrentar a violência, muito mais do que verbal, das "Brigadas Brezhnev". Enquanto isso, o actual Primeiro-Ministro era militante da JSD, a actual Ministra da Educação era "anarquista" e os Secretários de Estado da mesma pasta, um, ao que sei, sindicalista esquerdista e o outro iniciava a sua "carreira política" pelas bandas do CDS.
Hoje estão todos no PS ou nas suas (in)dependências e são responsáveis por uma das maiores guerras sociais de que há memória em Portugal - a autêntica guerra que moveram aos professores. E qual foi o casus belli?
O facto de, contrariamente ao proclamado quer durante a Campanha Eleitoral de 2005, quer no Programa Eleitoral do Partido Socialista desse mesmo ano, o Governo Sócrates ter encetado um programa oculto, um programa encapotadamente neoliberal, de alegado "combate aos lobbies" e aos "interesses e privilégios corporativos" - aos juízes e magistrados em geral, aos farmacêuticos, aos médicos e enfermeiros, aos militares e também aos polícias, de resto, a toda a Função Pública, afinal a que "trabalha menos horas, têm mais dias de férias e é a mais bem paga da Europa". Mas que serviu como "cortina de fumo" para deixar de fora e incólumes os verdadeiros interesses e privilégios, dos verdadeiros lobbies e das verdadeiras corporações - os Bancos e Seguradoras, os grandes monopólios de facto das Comunicações e Energia (GALP, EDP, PT) e as grandes superfícies comerciais. Enfim, a "Irmandade do Cifrão" e os vigaristas de médio e alto coturno cujos lucros são privados, mas cujos prejuízos são pagos por todos os que pagam impostos.
Ao fim e ao cabo, depois de, alegadamente para combater o défice orçamental, terem congelado as carreiras e as progressões, aumentado a idade da reforma e a carreira contributiva, mudando as regras a "meio do jogo", detiveram-se com afinco e particulares "requintes de malvadez" num único grupo profissional: os professores - a quem saiu a "fava" e quiseram fazer de "bode expiatório" de todos os males da Educação resultantes de políticas asnáticas e de chagas sociais causadas pelos "desgovernos" que temos tido.
É que, segundo o que acabou por confessar o "insigne" Marcos Perestrello, certamente um expert em estratégia política, usando as velhas tácticas da "argamassa" e do "salame", ou seja, pôr todos "à molhada" para depois cortar às fatias: "era preciso criar alguma tensão sobre determinados sectores para que a população aceitasse as medidas".
Ora, teriam feito bem melhor se tivessem ido "criar tensão" com as respectivas mãezinhas!
Estou a declarar neste post que, sendo filiado no PS e tendo contribuído activamente para a maioria absoluta ainda em exercício, não votarei desta vez neste PS, assim como não votarei PS em circunstância alguma enquanto se mantiver a Direcção/Sócrates que usou todo o aparato do Governo e o aparelho do Partido que eu ajudei a implantar em território díficil, para mover uma autêntica, e esta verdadeira, campanha negra de mentiras, calúnias, injúrias, humilhações e aviltamento do estatuto profissional e social dos professores, minando a dignidade e consequentemente a legítima autoridade, ainda que pretextando hipocritamente o contrário, visando instabilizar, desmotivar e conduzir ao abandono precoce da profissão de todos os que depois de darem tudo, o acabaram por fazer.
De darem tudo mesmo: de terem andado durante anos e anos literalmente com a "casa às costas" a dormir em quartos alugados e a comer "meias doses" com salários miseráveis. Mas disso já se esqueceram!!!
Uma guerra social sem precedentes com graves consequências actuais e futuras, desrespeitando e incitando ao desrespeito sobre aqueles que deveria respeitar e fazer respeitar. Apoucando e aviltando quem lhe era mester enobrecer.
Foi uma verdadeira campanha de ódio, excitando o que de mais baixo há na condição humana - a inveja sem motivo objectivo e o ressentimento social tipicos de um país velho e pobre onde se consegue com a propaganda adequada que toda a gente passe a odiar toda a gente, porque toda a gente acha que por mais magra e enfezada que seja "a galinha da vizinha é sempre mais gorda do que a minha".
Através do recurso infrene e despudorado a apelos "justicialistas" ao "nivelamento por baixo", a comparações descontextualizadas (em que, aliás, Sócrates e os seus advisors são especialistas), à mais completa má-fé, à burocratização absurda da profissão docente e à sua funcionarização como estratégia punitiva sem qualquer proveito sistémico, ao alongamento dos horários com inanidades e inutilidades cuja finalidade única é o vexame público, a uma pseudo-"avaliação" em que afinal as aulas acabam por não contar, mas em que conta apenas a "sacrossanta" papelada, à intimidação constante nos locais de trabalho pelos "bufos", "capatazes" e tachistas de serviço, que os há sempre. Promovendo uma fractura da carreira completamente despropositada com a única finalidade de fazer de uns "polícias" dos outros, ao clima de mentira e perseguição constante que fez com que iniciemos os anos lectivos longe do entusiasmo de outrora e já completamente extenuados, as fraudes do facilistismo e do pseudo-"sucesso", a arrogância e a mesquinhez desta "tropa fandanga" a começar pela tríade ministerial e acabar no "chefe", merece, que desta vez, como já nas Europeias, se temos brio e "vergonha na cara", não votemos no PS.
Colega: "Quem não se sente não é filho de boa gente!!!"
Se não queres mais quatro anos, pelo menos, de ditadura das bestas arvoradas e de escravatura burocrática.
Desta vez - faz como eu, passa a palavra e - Não votes PS!!!
Até que enfim!
Finalmente aconteceu o que "todos", pelo menos a avaliar pelos "mídia", esperavam: a Srª. Ministra da Saúde veio anunciar a primeira morte causada pela Gripe A em território nacional (no Hospital de S. João no Porto).
Dando de barato que é comum e normal (e até de "bom tom") que, em países "civilizados", os Ministros promovam conferências de imprensa para noticiar uma morte num hospital, podemos suspirar de alívio - já não era sem tempo!
Também nisto somos um "país europeu", se bem que em pequena escala, temos, pelo menos, uma vítima mortal da epidemia o que nos tira de cima o peso de podermos vir a ser considerados qualquer aberração terceiro-mundista a exemplo daquela telenovela brasileira em que o Prefeito Odorico Paraguaçu inaugurou um cemitério e depois, para estragar a festa, ninguém morria.
Desta vez o que parece estar a "estragar a festa" é a conferência de imprensa dada logo a seguir à da Ministra pela direcção clínica do S. João afirmando que o homem, afinal, não morreu da tão decantada Gripe A, mas de uma infecção bacteriológica daquelas que, por falta de condições de higiene, se costumam apanhar nos hospitais portugueses.
Ingratos é o que eles são!
Dando de barato que é comum e normal (e até de "bom tom") que, em países "civilizados", os Ministros promovam conferências de imprensa para noticiar uma morte num hospital, podemos suspirar de alívio - já não era sem tempo!
Também nisto somos um "país europeu", se bem que em pequena escala, temos, pelo menos, uma vítima mortal da epidemia o que nos tira de cima o peso de podermos vir a ser considerados qualquer aberração terceiro-mundista a exemplo daquela telenovela brasileira em que o Prefeito Odorico Paraguaçu inaugurou um cemitério e depois, para estragar a festa, ninguém morria.
Desta vez o que parece estar a "estragar a festa" é a conferência de imprensa dada logo a seguir à da Ministra pela direcção clínica do S. João afirmando que o homem, afinal, não morreu da tão decantada Gripe A, mas de uma infecção bacteriológica daquelas que, por falta de condições de higiene, se costumam apanhar nos hospitais portugueses.
Ingratos é o que eles são!
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Coerência e "Semântica"
A notícia do dia é bem o exemplo da coerência política na atitude deste governo e do extremo cuidado que "põe" em questões de natureza "semântica".
Perante a suspensão de entrega de computadores "Magalhães" aos alunos que agora iniciam o Ensino Básico (antiga 1ª classe), o Ministério da Educação pela voz do Secetário de Estado, (especializado, aliás, neste tipo de nuances), Valter Lemos, "esclareceu" que : "não se trata de uma supensão, mas apenas de uma paragem; pois o próximo Governo que sair das eleições, saberá se deve ou não continuar o Programa de entregas".
É óbvio que não é apenas uma "paragem", mas descaradamente mais uma das chantagens em que o Governo Sócrates e a tríade do Ministério da Educação têm sido useiros e vezeiros.
Lá coerência não lhes falta, não senhor!
Perante a suspensão de entrega de computadores "Magalhães" aos alunos que agora iniciam o Ensino Básico (antiga 1ª classe), o Ministério da Educação pela voz do Secetário de Estado, (especializado, aliás, neste tipo de nuances), Valter Lemos, "esclareceu" que : "não se trata de uma supensão, mas apenas de uma paragem; pois o próximo Governo que sair das eleições, saberá se deve ou não continuar o Programa de entregas".
É óbvio que não é apenas uma "paragem", mas descaradamente mais uma das chantagens em que o Governo Sócrates e a tríade do Ministério da Educação têm sido useiros e vezeiros.
Lá coerência não lhes falta, não senhor!
Assinar:
Postagens (Atom)