quarta-feira, 16 de março de 2011

Cuidado com a carteira!


A direita veio rejeitar as medidas do "PEC" que o governo, numa encenação do "Síndrome de Luís XIV" - L`État c`est moi, levou a Bruxelas sem dar cavaco a ninguém. O ministro das Finanças - cada vez mais o único (o único ministro, entenda-se), anunciou que se a Oposição não quer este "PEC", na próxima segunda-feira apresentará outro.
Aviso à navegação: se recuar na taxação "especial" das pensões (o "trunfo" que estava na manga), só poderá ir aos subsídios (de Férias e Natal) e desconfio que não só na Função Pública.
O Sol quando nasce é para todos (ou quase), mas quando "morre", também.

domingo, 13 de março de 2011

Põe-te a fancos meu!!!


Só faltou o "Joe Clown" ir também à Manif, pela forma como ele e o "malhador" Santos Silva falaram, que "compreendiam" as "razões " do protesto e "patati, patatá, blá ,blá, blá".
Não se esqueçam de "chutar para canto" e pode ser que a próxima já tenha mais uns quantos ingredientes...

sábado, 12 de março de 2011

Mais Uma Grande Pinocada, Sem Dar Cavaco


O País acaba de saber, pela televisão, em directo e ao vivo, aquilo que toda a gente (opinião pública e publicada) já intuía: mais um "PEC", desta vez com o corte das pensões para toda a gente e não apenas para os aposentados da Função Pública, a subida do IVA (até para o leite com chocolate) rasgando, na prática, o acordo Catroga.
O cortejo socrático de mentira atrás de mentira soma e segue, aquilo que ontem (literalmente) estava bem, passa a não estar, instantâneo como o "Nescafé", em mais uma demonstração da técnica das "medidas" à fatia ("encostar", para não dizer outra coisa, "encostar" devagarinho).
Esta foi mesmo nas costas e bem no fundo das costas, dos portugueses.
E o "método", meu Deus, absolutamente à sorrelfa, ninguém foi informado de nada - nem o Presidente da República, nem o Parlamento, nem o líder da Oposição, nem os Parceiros Sociais. Nem sequer foi o Joe Clown que apresentou as "medidas", mas o Ministro das Finanças. Por essas e por outras o Salazar, que começou por ser Ministro das Finanças, exigiu, para continuar no cargo, ser também Presidente do Conselho. Mas não tinha tirado o curso ao domingo e nessa altura Portugal ainda tinha alguma soberania.

domingo, 6 de março de 2011

As Gerações à Rasca


A operação global em curso que visa precarizar (ainda mais), instabilizar (ainda mais) e infernizar (se possível mais) o mundo do trabalho tem tido, entre nós, por pontas-de-lança ideológicos uns quantos opinion makers ou que são tomados como tal, quase todos vindos da extrema e mesmo da extremíssima esquerda. São abundantes os exemplos de personagens mediático-intelectuais que passaram do estalinismo mais jurássico para o neo-liberalismo, no fundo é o radicalismo pequeno-burguês aggiornato com a última convicção que lhes resta: a de que "pimenta em rabiosque alheio é refresco".
Uma das técnicas mais utilizadas na propaganda da actual ideologia dominante e pretenso pensamento único (que esta rapaziada sempre foi dada a "livros vermelhos") é a de "dividir para reinar" fomentado a criação de clivagens e ressentimentos através de ficções teóricas (aliás de fraquíssima extracção) que querem elevar à categoria de realidades sociológicas. Uma das mais recentes é a alegada "conspiração grisalha". Assim e de acordo com esta teoria, a geração do pós-guerra teria reservado para si as "garantias" do Estado Social (empregos para "toda a vida", "chorudas" pensões de reforma, etc.) deixando a falência do modelo para as gerações seguintes. Ora, este "patois" não passa de música para adormecer camaleões, uma vez que o problema não está nos alegados "privilégios" geracionais, mas na predação promovida pelo retorno do capitalismo selvagem aliado à (anti) economia de Casino com o seu cortejo de ganância e esbulho, que nos conduziu a mais esta "crise" de que o próprio modelo se alimenta enquanto "moraliza" sobre os "maus hábitos" das vítimas e fomenta um artificioso "conflito de gerações".
A verdade é que em Portugal não há apenas uma, mas três gerações "à rasca" - a dos mais idosos, cujo destino pode ser estarem mortos anos a fio sem que ninguém dê por eles; a de meia-idade que está a sofrer, isso sim, o assalto do século, pois é a que mais tempo e maiores montantes descontou e desconta, a que mais impostos pagou e paga (os que o fazem e não é a geração que conta, é a "casta"), arriscando-se agora a ver, ao fim de uma vida de trabalho e comparticipação, "uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma" e a dos mais mais novos que não consegue autonomizar-se, porque mantida na precarização sem sol à vista, a que acresce ainda o "enegrecimento" dos horizontes da geração anterior (a tal das "garantias" e das "blindagens" se estão lembrados, afinal os tais "conspiradores") de que acabam, muitas vezes e involuntariamente (longe vá o agoiro) de parte a parte, por ainda depender.
Mas os seguidores de Pol Pot (foi só uma questão de oportunidade) a quem até o "Grande Educador" (ridículo até para os parâmetros da época) teve que mandar devolver o produto dos saques, que incensavam a China da "Revolução Cultural" e a Albânia do camarada Enver Hoxha, conseguiram para si, pelo menos um objectivo ao nível dos seus antigos mentores - viver no luxo, enquanto confinam as massas à "inevitável" pobreza.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Jamahiriya (o "Mentor de Isratina" ou um homem muito "traquejado")


Jamahiriya é como a doutrina oficial do "Livro Verde" de Kadafhi define o Estado Líbio que, entretanto, não existe. Analisando a "etimologia" da coisa podemos adiantar que Jamahriya quer dizer: "Jamais lá iria" pelo menos enquanto o "coirão" do Kadafhi não for, no mínimo, corrido.
É um "osso duro de roer" este "Caid" ou "Guia da Revolução" que é também o autor oficial do referido "Livro Verde", cuja vantagem em relação ao "Livro Vermelho" de Mao (que era "Tze Tung" e passou, depois de morto, a ser "Ze Dong") é o "Socialismo" comportar o direito a viatura própria, ou não nadasse a Líbia em petróleo. Ao que parece, sendo coronel em 1969, ano em que liderou um golpe de estado vitorioso em nome do "socialismo pan-arabista", decretou o posto de coronel como patente máxima das Forças Armadas líbias, entretanto desmanteladas em favor de uma "Guarda da Revolução" para que nenhum general lhe fizesse sombra. Perante a ingratidão do povo, que se revolta contra tão magnânima e excelsa criatura, decidiu contratar mercenários "africanos", quer dizer "pretos", pois tecnicamemte e se não me engano, a Líbia ainda fica em África, baratos e terrivelmente eficazes, (são como o Shelltox - matam que se fartam), porque habituados a outras guerras, em que o troféu são os orgãos genitais (para ser "fofinho") do inimigo empalados; e se na Líbia escasseia o alcool, abunda o haxixe, o que para esta "tropa" vai dar ao mesmo (com ganhos para o fígado - o deles, não os que eles têm por hábito devorar). Manda também aviões atacar manifestantes desarmados no solo e (qual "Galileu" dos massacres) virar para o chão armas anti-aéreas. Perante um assassino destes, Mubarak e Ben Ali deviam ser galardoados com o Prémio Nobel da Paz.
Este é também o "visionário" "mentor" de Isratina - "Estado" que diz ter "sonhado" (talvez "inspirado" em Martin Luther King, que, no entanto, está para ele como a genialidade está para a diarreia) e que juntaria "ao vivo" e em "perfect harmony", Israel e a Palestina. Após ter levado algumas "bojardas" com a assinatura de Reagan, decidiu deixar de ser "terrorista" e passar a "amigo" do Ocidente indemnizando cada família das vítimas do massacre de Lockerbie a um milhão de dólares por cabeça, o que foi suficiente para calar a "indignação". É também um homem com muito "traquejo", pois segundo conta o embaixador Martins da Cruz (esse mesmo, o do "expediente" para pôr a filha em Medicina) quando convocados pelo personagem, os Embaixadores da UE eram embarcados em jipes e depois de vendados e conduzidos aos zigue zagues até uma tenda no meio do deserto (daquelas que foram montadas para ele em S. Julião da Barra para confirmar os seus créditos de beduíno), chegados ao local encontraram Kadafhi sentado num trono, enquadrado pela sua guarda pretoriana de amazonas boazonas (mais um truque para alimentar a sua própria megalomania e o imaginário erótico-farroupilha do "Ocidente", fantasiando uma versão kitsch aggiornata das "Mil e Uma Noites") que começa um discurso interminável em árabe mal traduzido. Eis senão quando se soergue do trono e, sem interromper o discurso, solta ruidosos traques, posto o que impertubavelmente se torna a sentar e a perorar por mais cerca de uma hora.
É o que se chama um homem traquejado!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Longa, muito longa, vida ao camarada Alex!



Lá em cima estão o pide e o patriarca
Cá em baixo estão o bispo e o fascista
Juntaram-se todos a rezar
Para ver como hão-de salvar o sistema capitalista



Alexandre Soares dos Santos e o seu filho Pedro Soares dos Santos, respectivamente Presidente do Conselho de Administração e Administrador-delegado do Grupo Jerónimo Martins, proprietário das cadeias de supermercados "Pingo Doce" em Portugal e "Biedronka" na Polónia, na sessão de apresentação de resultados do Grupo, não foram nada meigos para Sócrates e para o Governo a quem acusaram de "utilizar truques", "mentir " e "esconder o perigo" da brutal subida de preços generalizada que se espera para Maio/Junho.
Perante o eminente flop da Moção de Censura do Bloco e da "chamada à razão" (conheci um "pinta" que justificava as sovas que dava à mulher por ter que "a chamar à razão") ao PSD por parte da "patroa" Merkel (e, claro, dos "patrões" da "patroa"), está "tudo", na política, a deixar a situação marinar e "assar o Pinóquio em lume brando" e é da "sociedade civil" que vêm as denúncias com conhecimento de causa, pois é o consumo na Polónia (pasme-se!) que está a aguentar o negócio, enquanto por cá só a recessão vai de vento em popa.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Medusa e o Skype


A Ministra da Educação do Governo Sócrates I, Maria de Lurdes Rodrigues (a dama do "olhar de Medusa" como a qualificou Paulo Sucena) em entrevista, emitida pela TSF no domingo, 13 de Fevereiro, a João Marcelino, director do Diário de Notícias e único profissional da comunicação a quem o Primeiro-ministro elogiou em público por razões "deontológicas" o que manifesta coerência (entende-se que estão em sintonia e afinam pela "moral" um do outro), fez lembrar aquela velha anedota das vantagens de andar de mota em pijama para nos deitarmos nas curvas. A actual presidente da FLAD (Fundação Luso Americana), cargo com que foi recompensada por "bons serviços", disse que agora é fácil dirigir instituições à distância, fazendo aquilo pelo Skype. Sobre a sua passagem pelo ME congratula-se com a "missão cumprida" e não deixou de tecer um conjunto de comentários, acrimoniosos como de costume, em que afirma não estar segura se a generalidade dos professores portugueses, excepção feita aos universitários (óbvio), terão a exacta consciência das competências que é preciso dominar para enfrentar o desafio da Escola de hoje.

Eu tenho e passo a enumerá-las:

- a velhacologia;

- a mixuruquice;

- a cobardácia;

- a filhadaputice;

- a burrocracia;

- a pedabobagem;

- a rasteirada

- a lambebotice aplicada

Competências sem dúvida indispensáveis à vivência na escola que ela própria ajudou a edificar com considerações sobre as virtudes de se criar um "ambiente competitivo, sempre necessário para o desenvolvimento" e após o diagnosticado fracasso das "políticas de motivação profissional através da elevação considerável que foi feita, a partir de finais dos anos 80, do estatuto social e remuneratório dos professores". Ora se não vingou a "cenoura", vinga o "pau" e foi preciso encetar o caminho da desvalorização e do apoucamento dos mesmos (fora aqueles milhares e milhares que já se "piraram" - a ideia foi sempre essa) professores através de medidas de degradação salarial e outras conexas de carácter meramente vexatório. Foi essa a verdadeira missão a que se prestou e cumpriu com relativo êxito.
Talvez não se lembre, não sei se ainda era "anarquista" nessa altura, que a luta dos professores no final dos anos 80 passou por encher o Campo Pequeno, mas nunca se tinham visto tantos professores unidos na rua como nas grandes manifestacões de 2008 e tudo por mérito da senhora ministra que, para exibir os seus dotes, não hesitou em classificar de "loira" uma prestigiada docente durante um daqueles "Prós e Prós" da RTP, no mais puro estilo de elevação educativa e de utilização prática, expedita e exemplar, para que nunca se possa dizer que "em casa de ferreiro, espeto de pau", das competências que entende que os professores portugueses ainda não dominam.
Teve ainda tempo para dizer que continua no ISCTE a dar apenas uma cadeira, daquelas desenhadas a preceito, "Análise de Políticas Públicas", se calhar as que ela própria levou à prática (um autêntico case study) e de dar um ar da sua "graxa" ao afirmar-se disponível para colaborar com forças políticas da área socialista e social-democrata. É o que se pode chamar "marcar Passos".
"Viver não custa, o que custa é saber viver"!