sábado, 8 de fevereiro de 2014

Os Livros e o Magno Problema dos Marcadores


Não é bonito comprar um livro decente e ter de usar um marcador de alguma coisa da Margarida Rebelo Pinto ou das "Cinquenta Sombras de Grey" que é praticamente o que há nestas novas livrarias de centro comercial.
Para além de uma incoerência, é uma falta de decoro e obriga a uma certa clandestinidade, suficiente para impedir o simpático gesto de passar o livro para as mãos de alguém amigo que nos pergunte o que andamos a ler ou de o deixar à solta para que não possa ser raptado pela curiosidade alheia.
Ó editores garganeiros, vejam lá se começam a fazer marcadores de jeito!


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pete Seeger (1919 - 2014)


 O século XX vai, paulatinamente, chegando ao fim.
Where Have All The Flowers Gone ?

domingo, 5 de janeiro de 2014

Eusébio (1942 - 2014)


A pouco e pouco, o Século XX vai acabando.
 
Post Scriptum: Em 1966 eu tinha dez anos, durante o Mundial via os jogos na televisão, então única e a preto e branco (em Portugal a TV a cores só arrancou em 1980) na sala da casa dos meus pais que era um rés-do-chão e tinha uma janela grande dando para o quintal. Nesse quintal tinha desenhado a giz na parede uma baliza e no chão de cimento uma grande área com meia-lua e a respectiva marca de grande penalidade. De cada vez que Portugal marcava um golo, levantava-me da carpete em que estava a ver o jogo, aos pulos e aos gritos,  e saltava pela janela, corria para a bola e "estourava-a" contra a baliza na parede.
No dia do "épico" contra a Coreia do Norte  foram "só" cinco remates.
Obrigado grande Eusébio, gentil "Pantera" !!!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cenas da "Prova" em Imagens da Minha Terra



Três  citações e um provérbio:
 
"Não perguntes por quem os sinos dobram...";
 
"A nau de António Faria leva no bojo escondida, a cabeça do corsário que lhe quis tirar a vida";
 
"Roma não paga a traidores".
 
"Para bom entendedor, meia palavra basta".

domingo, 15 de dezembro de 2013

Eurodisney (Para Quem Ainda Acredita No Pai Natal)



 
 
Desengane-se quem está à espera do Pai Natal, este ano quem está de turno são os Irmãos Metralha.
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

É a Economia, Estúpido ! (Acerca do Conto de "Fadas" da Natalidade)




Já dizia o psicanalista Bruno Bettelheim que os contos de fadas são, na verdade, contos de mais qualquer coisa. E no ano em que Portugal está a atingir o recorde negativo absoluto de nataliadade desde que há estatísticas, essa "estória" tem sido contada vezes sem conta. É um "conto" útil para certas contas, mas não exactamente para as contas certas.
Não, não é a quebra da natalidade que está a comprometer a sustentabilidade da Segurança Social e do sistema de pensões, o que está a dar cabo de tudo  isso é o desemprego e a crise da economia real por obra do desindustrialização e do desinvestimento em actividades produtivas em favor da especulação e da geração de "bolhas" para todos os gostos.
A falácia da demografia tout court é "música para camaleões". Se assim fosse a Argélia devia ter a Segurança Social mais sustentável do mundo. O mesmo se passa com a "Educação", se fosse apenas esse o factor de desenvolvimento e o "ascensor social" por si só, não haveria engenheiros ucranianos emigrados a trabalhar como trolhas.
Na China, que exporta população, mas tem uma demografia pujante,  há a política  do filho único; em Portugal que também exporta a população que não tem, há a política do filho zero.
Ah pois, já me esquecia, a China é uma ditadura totalitária, Portugal uma democracia plena. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Cobardiologias



 
 
 
 


 
O Professor Adriano Moreira do alto dos seus mais de noventa sábios e vigorosos anos, convocando pelo exemplo, dada a gravidade da hora, a emergência da união de esforços de todos os patriotas em ordem à desparasitação do país da "lepra" dos vendidos e traidores - afirmou em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF, que quem teria que responder ao Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, perante as suas "queixas" em relação a Portugal, seria necessariamente o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva.
Mas este tem preferido "guardar de Conrado o prudente silêncio" não vá "o caldo entornar-se" ainda mais. Esta (não)posição não só não honra Portugal, como também não dignifica o cargo para que foi eleito. Neste como noutros assuntos que envolvem a soberania, demonstra não estar à altura.
Podemos estranhar tal comportamento, mas ele tem explicação: A Angola do MPLA - como a sua antiga mentora, a Rússia (então URSS) - passou do "marxismo-leninismo" à cleptocracia mais descarada, no caso de Angola mesmo chocarreira. Diz-se até que a guerra civil angolana opôs os ladrões aos assassinos, só que os assassinos também eram ladrões e os ladrões também eram assassinos.
Os oligarcas angolanos sabem muito bem com quem costumam lidar em ambiente de "negócios" e que Portugal é também uma cleptocracia, em versão sonsa, pelo que estão à vontade pois estão conscientes dos limites dos "apertos" e dos riscos a que, neste quadro de abjecção nacional, poderão estar sujeitos e também estão perfeitamente conscientes da sua própria “imunidade” sob a ameaça de "porem a boca no trombone". Por essas e por outras não tem havido reação que não seja "pedir batatinhas" e demonstrar que, afinal, "é tudo farinha do mesmo saco".
Perdeu-se toda a vergonha e nem sequer funciona o lugar-comum da "mulher de César".
Enfim, já que estamos em maré de rifões:
"Zangam-se as comadres..." .
("Para bom entendedor...").