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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A "Democracia" Ingerente

Ao coro dos abencerragens que têm vindo a "alertar" para os "perigos" de um governo apoiado à esquerda  em Portugal e que vão "apelando" ao "bom senso" que, nunca nos podemos (olha, não rimou mas aludiu) esquecer  é "a coisa do mundo mais bem distribuída", juntou-se Joseph Daul presidente do Partido Popular Europeu (depois de Rajoy e quejandos, sem esquecer os "nossos" José Manuel "forget about the Durão" Barroso e Paulo Rangel). Sempre acenando com a Grécia e ameaçando de maneira cada vez menos subtil, como quem diz: Deixemo-nos de "filosofias", vamos ao que interessa, com "cenários" que vão até à "expulsão" do Euro (se calhar...).
Esta passagem ao acto, por enquanto verbal, configura uma descarada ingererência nos assuntos internos de um país que ainda é, pelo menos formalmente, independente. Passamos então da fase da democracia emergente ao da democracia ingerente.
Pelos vistos começou o "federalismo da cachaporra".

sábado, 31 de maio de 2014

PS - Um Dilema


Tal como Jorge Jesus reconhece não ser nenhum Eça de Queirós, também não será preciso ser  Maquiavel ou Hobbes para saber que a Moral e a Política raramente se deram bem, quanto mais a (i)moral e a "pulhítica".
É certo que o Partido Socialista emergiu das "Europeias" com um problema, uma vitória muito mitigada num escrutínio que dadas as, para muitas e muitos, trágicas circunstâncias seriam de ter ganho inequivocamente. É certo também que não houve discernimento para gerir os resultados e houve precipitação e dessintonia entre as proclamações e os semblantes. Também é certo que uma autêntico "exército das sombras" aproveitou o ensejo para, à falta de melhor, vir a terreiro, tendo como cabeça de proa o "mui nobre e nem sempre leal" edil de Lisboa, António Costa, reclamar a abertura de um processo eleitoral interno com vista à substituição do Secretário-geral em funções, António José  Seguro, pelo próprio Costa e consequente reviravolta na "nomenklatura" de turno no partido.
A alegação pretextada aponta para os fracos resultados, mas por detrás do arbusto está uma consabida imputação de "fraca figura" a Seguro e à sua "entourage" e a natural sede de poder dos apeados do "socratismo", não porque cheire a derrota nas Legislativas, mas precisamente porque cheira a vitória e é tempo para as tropas se aprontarem para o "business as usual", para o qual estarão hipoteticamente melhor preparadas.
Ora aqui é que "a porca torce o rabo". Se é verdade que a "experiência" é um critério de peso, também não será preciso ser nenhum Kant para ver que ela não é uma virtude em si mesma. Assim, é indubitável que Vale e Azevedo tem experiência de ser presidente do "glorioso", mas já se levantam muitas e fundadas dúvidas acerca da disposição da imensa maioria dos bons chefes de família que constituem a sua massa associativa em vê-lo reocupar o cargo. Outro argumento que se pode vir a revelar-se, pelo menos em parte, falível é o de que terá sido por causa da "palidez" mediática de Seguro que o resultado foi tão pouco expressivo. Não sei se o terá sido em amplitude, obviamente que é verdade que Seguro e, já agora, Assis o cabeça de lista às "Europeias", sendo pessoas estimáveis, não têm, à evidência, o "punch" para enfrentar o "vale tudo" demagógico-vigarístico do tandem Passos/Portas. Nesse campeonato a truculência de Costa marca pontos e aproxima-se mais do estilo emergente do tonitruante do emergente Marinho e Pinto que é preciso conter sob pena de termos para aí um novo "PRD". Mas a sombra de Sócrates continua a pairar, a memória do eleitorado não é assim tão curta, e o apoio declarado pelo "engenheiro da bancarrota" a Costa poderá, mais do que um trunfo, vir a revelar-se um "duque" em "mão" de "sena" triste?
A excelente série britânica "Yes Prime Minister" (made by BBC) expunha com pilhas de acerto a questão que o povo quer ver resolvida. O Reino Unido tem uma confissão religiosa de Estado oficial (Portugal, por exemplo, tem uma "oficiosa"), o Anglicanismo, e quem nomeia os bispos é o Governo de sua Majestade. Tendo-se dado, por morte ou resignação do titular, a vacatura de uma diocese, o Conselho de Ministros estava a decidir quem indicar. Perante todas as propostas expressas houve sempre objecções, um porque era muito conservador, outro porque tinha "affaires" extra-conjugais (os sacerdotes anglicanos não estão obrigados ao celibato e agora até já podem ser mulheres). Enfim, todos tinham ponderosos motivos contra si. Até que o Primeiro-ministro, dando um murro na mesa, exclamou:
- Meus senhores, arranjem lá um que, pelo menos, acredite em Deus !!!
O povo português e também por essa Europa fora, quer é que o Partido Socialista tenha líderes, e sobretudo políticas, que sejam socialistas.
É urgente clarificar a situação e separar as águas:
Congresso pois. Directas já !!!

sábado, 22 de fevereiro de 2014

O Cata-vento ("Ó Micas Apaga a Vela" versão XPTO)



Cristo acaba de, mais uma vez, descer à Terra. Marcelo afinal foi ao congresso do PSD.
Tá bem sim Rosa !!!