domingo, 3 de junho de 2012

A Estratégia dos "Pintas"..., Perdão..., das "Quinas"



Afinal  e como costuma dizer o "mister" Paulo Bento,  que parece continuar a navegar no "Mar da Tranquilidade", ou pelo menos a ter a cabeça na Lua, temos que encarar estas coisas com "normalidade". Isto de, em casa, empatar com a Macedónia e perder com a Turquia, não é afinal o que parece. É uma jogada de mestre do nosso seleccionador que está a recuperar o espírito "zen" da sua infância e a aplicá-lo à condução estratégica da equipa de todos nós. Se não vejamos, o nosso técnico, que cresceu no Bairro Alto e jogava à bola no Miradouro de S. Pedro de Alcântara, tem presente aquele engodo irresistível que os putos reguilas da rua utilizavam para dar umas coças nuns otários. Ora prestem atenção, que nem ele, nem eu vivemos para sempre e o segredo que aqui vou partilhar convosco é a alma do negócio: quando aparecia no Bairro algum "valentão"" a armar ao pingarelho, o puto mais arruaceiro de lá combinava com a maralha fazer a rábula de se deixar encostar à parede pelo chavalo mais fracote e lingrinhas que havia, armando um grande estrilho aos gritos assustados de: "Oh pá, não me batas, oh pá deslarga-me pá"!!!... Claro que o forasteiro ficava parvo com a situação e ia à "cúnfia" (isto é, à confiança) e acabava por levar um grande enxerto que o fazia desamparar a loja para todo o sempre. 
Podem crer que, inspirando-se na sua vasta e atribulada experiência de vida, o "mister" Paulo Bento decidiu pô-la a render. Qual Sun Tzu, qual Von Clausewitz, qual carapuça, qual pensamento estratégico importado?  Afinal os melhores manuais de estratégia lusitana estão condensados nas obras de Mário Zambujal ("Crónica dos Bons Malandros"), Dinis Machado ("O que Diz Molero") e Mário de Carvalho ("Casos do Beco das Sardinheiras") e  no saber de experiência feito que já Camões - o nosso vate maior e até onde o "mister" e os amigos desciam por vezes para "morder as garinas" - que era zarolho, mas não era parvo, refere como fonte primeira do conhecimento prático, afinal o único que interessa.
Não tenham dúvidas, vai dar um resultadão, os alemães, os holandeses e os dinamarqueses nem sabem as "covas de lobo" em que vão ficar empalados. Já estão a cantar de galo, os "gabirus", mas é deixá-los pousar. Quando pensarem que estão a bater em mortos, os calmeirões vão aprender à sua própria custa, que os homens não se medem aos palmos e não é só quando cá vêm às tascas do fado vadio que são emborrachados com zurrapa e "aliviados" das carteiras.
Nada de confundir o género humano com o Manel Germano...
 Desta vez não precisam de vir ao Bairro Alto, é o Bairro Alto que vai ter com eles.
Até os comemos carago!!!

2 comentários:

quimnar disse...

Pergunto-me se, a brincar, a brincar, acreditarás num átomo do que estás a dizer... É que se acreditas, estás-te a tornar num homem de fé. Começas no futebol, acabas em Fátima... É o nosso fado...

Zé do Barreiro disse...

Oh Amigo Tó Zé, e o sacana do guarda-redes da Turquia seria primo do tal puto rufia do Bairro Alto, ao defender - de propósito,é claro - o penalty apontado pela "iluminária" CR7 ?

Tá bem tá.

Compreendi-te.

Abraço.