sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A Avaliação de Professores: um exemplo de Social-Fascismo (do verdadeiro, do legítimo)


O termo “social-fascismo” foi usado a torto e a direito nos idos do PREC para acusar de práticas totalitárias principalmente o PCP. Foi usado um pouco a despropósito jogando mais com o impacto da palavra do que com o rigor do significado. Foi sobretudo usado por grupos radicais da chamada “extrema-esquerda” de tonalidade maoísta (“m-l”, como se dizia na altura), um dos mais aguerridos desses grupos era o MRPP, outro mais moderado era a “velha” UDP.
Destes dois grupos e de outros como o MES e os movimentos trotskistas são oriundos muitos dos homens e mulheres de poder e influência hoje em dia:
Não o actual Primeiro-Ministro que era da JSD, mas Durão Barroso, Maria José Morgado, José Luís Saldanha Sanches, Jorge Coelho, Pacheco Pereira, Santos Silva, Ana Gomes e tantos outros. Também havia alguns que eram do PCP, quando “estava a dar” e como não são “burros” , trataram de “mudar de ideias” assim que a oportunidade surgiu: Zita Seabra, José Magalhães, Mário Lino, Pina Moura, Vital Moreira (a este que me incluiu numa suposta “manada”- ver http://www.causa-nossa.blogspot.com/_ como aliás, a Manuela Ferreira Leite, não me esquecerei de em consonância com tal douta opinião, quando com ele me cruzar, e não perderá pela demora, lhe dar uma grande marrada) e muitos mais.
Alguns destes manifestaram durante o PREC e até algum tempo depois, um extraordinário afã inquisitorial que trouxeram intacto para o serviço da nova causa, normalmente a “esquerda mais à mão”( ou mais à “mãozinha”), o PS.
Mas a designação ao tempo carecia de fundamento histórico e não passava de uma analogia deslocada, uma vez que o termo “social-fascistas” originalmente designava os governantes alemães do SPD (social-democratas) que em 1919 mandaram assassinar os dirigentes da Liga Spartacus, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht.
Agora poderemos usar o termo com propriedade para classificar o comportamento governamental de uma espécie de Bando dos Quatro: a troika do Ministério da Educação, com “Chiang Ching” M.L.Rodrigues à cabeça, acolitada por Lemos, Pedreira e pelo “eterno” pai, Albino, obedecendo aos ditames da “linha justa” do Partido amordaçado do Grande Timoneiro, “Pol Pot” Sócrates, na cruzada contra os “privilegiados” de que os professores são o Grupo mais tenebroso e portanto a abater, os autênticos “inimigos do povo”.
Esta “cruzada” contra as “corporações” começou por “morder as canelas” aos magistrados e aos farmacêuticos, passando depois aos médicos e aos polícias, chamuscando em seguida os militares, que assim que “mostraram os dentes”, fizeram engolir a famosa “coragem” socrática aos “valentões” do Governo, até se fixar nos professores.
Entende-se porquê: os professores são um grupo socioprofissional muito numeroso, logo muito “caro” e muito heterogéneo, ou seja, uma “corporação” muito pouco corporativa, em grande parte descartável pelo menos na concepção minimal‑mecanicista que este homo magalanicus vulgaris linei tem de “Educação”, com um exército de desempregados disponível muito grande (e quem disse que Marx está morto?!), que são capazes de fazer aquilo que o Politburo quer que seja feito, isto é, realmente nada, por metade do preço (e digo realmente nada porque é lixo, papelada, papelada para encobrir a vacuidade); quando se pretende apenas martelar estatísticas sem que rigorosamente nada mude para melhor a não ser o conformismo e a subordinação do novo proletariado docente e discente a que esta tropa fandanga de aventureiros semi‑analfabetos que nos (des)governa, nos quer reduzir e cujo único objectivo é reproduzir a cartilha e adestrar na acefalia acrítica os operadores da máquina que convém ao sistema idealizado pelas verdadeiras corporações, as dos interesses económico-financeiros que não hesitam com as suas gananciosas traquibérnias em atirar para a miséria ou para a extrema fragilidade, que acarreta a dependência, milhões e milhões, perante a sonolência complacente dos supervisores-mores .
Ora, a Avaliação é indispensável para o Sistema Educativo se conhecer e ser conhecido, para os contribuintes que o pagam, como aliás pagam todos os serviços públicos, dele poderem ter prestação de contas, aliás como deviam ter prestação de contas da Saúde, da Justiça, das Obras Públicas, da Economia, das Finanças, etc., etc.
Mas infelizmente não é com este Sistema de Avaliação de Professores, que não são os únicos actores do Sistema Educativo, não nos esqueçamos da legião de burocratas da imensa máquina do ME, dos Programas inexequíveis, da ”inovação” que nada inova e do constante tropel legislativo, frenético e incoerente que mais não faz do que corroborar a velha máxima de que:” É preciso que algo mude, para que tudo fique na mesma”, ou pior, acrescento eu!!!
Que sistema de avaliação seja do que for, empresa, banco, seguradora, multinacional, existirá que contenha dezasseis fichas e não apenas uma como candidamente mentiu, aliás como já é infelizmente costume, a senhora ministra e perto de cento e cinquenta, leram bem, cento e cinquenta, itens?
Que sistema de avaliação se destina a ser “em vez de”, como na velha piada dos cigarros como método anticoncepcional, em que à pergunta: “Antes de … ou depois de…? Se respondia também candidamente: “ Em vez de …”.
Um qualquer sistema de Avaliação de Desempenho tem que avaliar o desempenho normal do serviço em causa e não um desempenho unicamente dirigido e orientado para essa avaliação, senão o que estará a ser avaliado não será o que era para ser, mas um mero simulacro, uma fraude ou perto disso, destinada a impressionar o avaliador e a preencher artificialmente as “grelhas” em questão.
A isto chama-se falta dos critérios essenciais de que qualquer constructo racional metodologicamente consistente tem que estar dotado: validade e fiabilidade, sem os quais não se atingirão os objectivos a que supostamente se propõe e de modo algum se medirá com rigor o que quer que seja, a não ser lixo, que é o que as resmas de papel dos incensados e infantilizantes portefólios, irão ser em breve.
Estaríamos pois condenados a ser medidos pela famigerada régua de borracha que tendo um metro de comprimento, tanto permite ser esticada e medir metro e meio, como encolhida e medir cinquenta centímetros, tal é o conceito de "rigor" desta gente – trata-se de dar ao sistema os resultados que ele pretende, só, mais nada!!!
De facto, não estão sequer previstos no modelo mecanismos sérios de controlo do processo e isso é um claro indicador de que os seus reais e não confessados intentos são na verdade a generalização do facilitismo e a inflação de classificações a que este absurdo sistema irá compelir os professores e, perversamente, penalizar os profissionais de maior rigor, porque os outros farão o que sempre fizeram para não terem chatices.
Até há dois, três anos, um professor que atribuísse cem por cento de classificações positivas teria certamente uma inspecção a quem teria de justificar documentalmente os resultados; pois doravante irá passar (se deixarmos, claro) a acontecer exactamente o contrário, quem não atingir essa miraculosa marca será penalizado na sua carreira profissional.
As aulas, no fundo, aquilo em que consiste o essencial da tarefa do professor, são deixadas para a elaboração de extensas planificações para que não estão previstos quaisquer meios de verificação da sua execução e para a observação de três, leu bem três aulas em mais de cem dadas por ano lectivo; claro está que essas aulas irão estar soberbamente encenadas e ser muito, muito ensaiadas e se numa se usarem portáteis, noutra quadros interactivos e na última se fizer um role play por exemplo, tudo estará no “melhor dos mundos”.
Mais, se o objectivo de toda esta confusão tivesse sido, pura e simplesmente pagar menos aos professores e impedi-los de progredir na carreira, bastaria ter dito a verdade e pôr o problema com frontalidade e clareza, explicando que o erário público não o permite (é claro que também não deveria permitir intervencionar Bancos que vigaristas premiados levaram à falência). Mas não, o objectivo concomitante foi para lá da retórica justicialista, vexar, vergar e desmotivar todo um grupo profissional, minando-lhe a auto-estima e o amor-próprio reduzi-lo à condição de meros amanuenses que enquanto perdem tempo com a papelada e os gadgets tecnológicos usados sobretudo a despropósito e como fuga para a frente, menos disponibilidade e energia lhes sobra para avaliar as disposições falaciosas de que são obrigados a ser agentes.
O timbre deste modo de fazer política não é o da verdade, mas o da propaganda oca e o da retórica balofa, afinal das velhas e relhas tácticas que denunciam a total falta de estratégia e consistem no circo, sobretudo quando falta o pão e na venda de ilusões dando à populaça o sangue que esta reclama, utilizando a velha técnica do “salame” que consiste em dividir a sociedade às fatias, isolar algumas e pô-las umas contra as outras, cobardemente, sem assumir claras responsabilidades e iniciativas que não venham embrulhadas no ressentimento social típico de um país velho e desde sempre marcado pela mesquinhez da inveja e da subserviência.
Vai-se ao ponto de distribuir pelas distritais do PS, “argumentários”, ou seja cábulas, para serem utilizadas por gente que à falta de argumentos e contaminada pelo ódio ao pensamento e à liberdade, as vai repisar canhestra e acriticamente olhando para o papel, que isso do teleponto é só para o “Zé, à espera que, como teorizou o sinistro Goebbels, o repisar da mentira a converta em “verdade”.
E chega a ser patético ver na televisão, em debates, “jovens turcos” e outros já menos jovens, que eles sim, nunca fizeram nada na vida a não ser as figuras que andam a fazer, a insultar e a caluniar gente séria, em troca do “prato de lentilhas” do costume.
Um último apontamento: se os Sindicatos de Professores foram empurrados pelo movimento visceral e espontâneo dos profissionais para denunciar o famigerado “Memorando de Entendimento” que em má hora subscreveram dando assim ao set governamental “pano para mangas”; também não é menos verdade que o ME não cumpriu minimamente a sua parte, voltando exactamente ao lugar de origem, tendo sido este episódio apenas uma trégua que muito “à portuguesa” deixou tudo em “águas de bacalhau”.
Mais uma e calo-me já!
Existe na Europa desenvolvida algo de semelhante?
Não, não existe, nem na Finlândia, onde o Presidente Sampaio viu os professores mais de cinquenta horas nas Escolas (tem piada que nessa altura, por coincidência, estava uma delegação de professores finlandeses na escola em que trabalho e logo o desmentiram), nem na Irlanda, nem na Alemanha, nem na Suiça; o modelo foi completamente copiado do Chile (!!!) e mesmo assim mal copiado, pois lá está completo e vai até ao enunciar dos descritores, por cá ficou-se pelos habituais enunciados de intenção e deixa-se à tão propalada “autonomia” das Escolas (só para o que convém) e pondo a competir entre si avaliadores, que são parte interessada, o que certamente nem sequer será legal, e avaliados, a magna tarefa de nos trucidarmos uns aos outros!
Mas a exemplo do "velho" proletariado, sejamos "um osso duro de roer"!







António José Carvalho Ferreira
Professor Titular de Filosofia
Na Escola Pública desde 76/77
Membro do Conselho Pedagógico (Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas) e do Conselho Geral Transitório da Escola Secundária de Santo André – Barreiro
Membro da Direcção Central do SPGL
Co-fundador da Secção do Barreiro do Partido Socialista em Abril de 1974
Membro Efectivo da Assembleia Municipal do Barreiro

17 comentários:

Jose Brás dos Santos disse...

Não é por falta de resultados da investigação científica que andam a disparatar no que respeita a temas como a avaliação de desempenho. É tão só por ignorância e imensa arrogância. Há coisas que existem e nem lhes passa pela cabeça, quanto mais perguntar a quem sabe...

Aqui deixo alguns resumos de boas fontes sobre o tema cuja simples leitura deita por terra o argumentário que por aí anda:

Rector, P., y Kleiner, B. H. (2002). Creating Productivity in Public Institutions. Management Research News, 25(3), 43.

Abstract: This paper outlines the difficulties in motivating public employees. It provides suggestions to address these issues, and gives guidance on conducting effective performance evaluations. Actions are provided which should create a positive work environment. It is concluded that managers must not only focus on the public need, but also the needs of each individual employee and establish structures that will motivate employees to work towards attainment of the organisational goals.

Lewis, P. (1993). Performance-Related Pay in Higher Education: Nine Lessons ... But No Songs of Praise. Education & Training, 35(2), 11.

Abstract: The impending introduction of performance-related pay to academic staff in higher education is examined. Drawing on research in both public and private sectors both in the UK and the US, it is suggested that there are 9 lessons that those with the responsibility for introducing and operating performance-related pay in higher education may heed. The lessons are that performance-related pay: 1. may not motivate academic staff, 2. may demotivate academic staff, 3. may alienate academic staff, 4. objective performance-related pay assessment of academic staff is problematic, 5. may lead to other benefits of appraisal being dissipated, 6. is likely to be driven by budget considerations, 7. gives differential achievement opportunities to staff, 8. threatens collegiality, and 9. affronts professionalism. It is concluded that performance-related pay is unlikely to be successful in causing academic staff to work more effectively. Its impact may at best be neutral and at worst harmful.


Duffy, F. M. (1997). Knowledge Work Supervision: Transforming School Systems into High Performing Learning Organizations. The International Journal of Educational Management, 11(1), 26.

Abstract: A new model of supervision conceived to help a school system redesign its anatomy (structures), physiology (flow of information and webs of relationships) and psychology (beliefs, values) is discussed. The model is called Knowledge Work Supervision[2] and it marks the leading edge of an evolving paradigm shift in the field of educational supervision. If applied consistently and with patience, Knowledge Work Supervision will almost certainly move a school system towards higher levels of organizational performance because it combines proven organizational improvement methods with innovative ideas for improving knowledge work (like the teaching-learning process). The real-world experiences of business organizations using similar redesign models confirm this conclusion.

Rees, W. D., y Porter, C. (2003). Appraisal Pitfalls and the Training Implications - Part 1. Industrial and Commercial Training, 35(6/7), 280.

Abstract: The problems of operating employee appraisal schemes effectively are identified in this two-part article. Appraisal of formal appraisal schemes suggests that most do not operate satisfactorily. Multipurpose schemes can be cumbersome and include conflicting objectives. The feedback process can also cause major problems. Such problems can be exacerbated with schemes of 360-degree appraisals, according to their complexity and the role conflicts that they precipitate. In the second part of the article, the level of organisational investment needed for schemes to operate effectively is considered. The ways in which competencies, self-appraisal and peer audit can be constructively used are examined. The crucial link between formal and informal appraisal processes is considered as is the importance and skills involved in an informal appraisal. Finally, the way in which the training needs of appraisees need to be realistically identified and assessed is also explained.

Longenecker, C. O., Sims, H. P., Jr., y Gioia, D. A. (1987). Behind the Mask: The Politics of Employee Appraisal. The Academy of Management Executive, 1(3), 183.

Abstract: While management books and manuals claim employee appraisal is an objective, rational, and accurate process, there is extensive evidence to indicate that executives deliberately distort and manipulate the appraisal process for political purposes. In-depth interviews with 60 upper management executives revealed that their first concern is not the accuracy of the appraisal, but how to make use of the review process to reward and motivate their employees. The executives generally felt that this focus was appropriate. Factors affecting the appraisal process include the economic health and growth potential of the organization, the executive's personal belief system, the degree of communication and trust between executives and subordinates, and the appraiser's level in the organizational hierarchy. Other results include: 1. Executives in large corporations are political actors who try to avoid unnecessary conflict. 2. Executives will try to make use of the existing bureaucratic procedures for their own benefit.


Schraeder, M., Becton, J. B., y Portis, R. (2007). A Critical Examination of Performance Appraisals: An Organization's Friend or Foe? The Journal for Quality and Participation, 30(1), 20.

Abstract: Despite the popularity of performance appraisals as management tools, there is an ongoing debate among practitioners, academicians, and scholars regarding the true efficacy of performance appraisals. This article addresses some of the common issues raised in these debates by examining well-documented benefits associated with performance appraisals, common pitfalls experienced in performance appraisal systems, and suggestions for improving the overall appraisal process in organizations. It is imperative that leaders take a proactive approach in planning the appraisal process. Regardless of the beliefs held about the true effectiveness of formal performance appraisals, organizations will continue using the tools for the foreseeable future. Unfortunately, inherent problems often hinder the overall effectiveness of formal performance appraisal systems. The suggestions offered in the article address strategies for minimizing the negative attributes of performance appraisals, while leveraging the positive attributes of performance appraisals for organizations.

Kavanagh, P., Benson, J., y Brown, M. (2007). Understanding Performance Appraisal Fairness. Asia Pacific Journal of Human Resources, 45(2), 132.
Abstract: Employee reactions to the performance appraisal (PA) process have been identified as a potentially important influence on employee acceptance of the performance appraisal process. One such reaction is the perceived fairness of the performance appraisal experience. Previous studies have tended to focus on single aspects of the PA process that impact on PA fairness. In this paper, we combine findings from previous research on PA fairness into a single model and then investigate their impact using data from 2377 public sector employees. We find that participation in PA, attitudes towards the supervisor, and knowledge of the performance appraisal process are all positively and significantly associated with employee perceptions of performance appraisal fairness.

Longenecker, C., y Ludwig, D. (1990). Ethical Dilemmas in Performance Appraisal Revisited. Journal of Business Ethics, 9(12), 961.

Abstract: Inaccuracy in performance appraisals is often in the form of inflated ratings. This inaccuracy is justified by the need to avoid confronting subordinates, damaging working relationships, and creating written records that may later harm a subordinate's career. Many of these motives are designed to enhance individual, unit, and organizational performance. The ethics of this sort of deliberate manipulation of performance appraisal systems are examined. It is suggested that, at the organizational level, performance appraisal is usually seen as an end in itself and that a formalist ethical critique is applied. At the managerial level, it is usually seen as a means to an end, and a utilitarian critique is applied. Both perspectives are essential, thus Brady's (1985) Janus-Headed analysis is required. This model suggests that most ethical analysis must have both a formalist and a utilitarian dimension. Careful, ongoing planning can avoid much of the need managers feel to engage in intentional inaccuracy.

Jose Brás dos Santos disse...

Não resisto a um segundo comentário.

Escreves palavras caras, para cima de 50 euros cada, e depois ninguém te entende....

Constructo? Validade? Fiabilidade? Mas... Achas que alguém no ME sabe o isso é? Duvido!

Não é por falta de informação gratuita na NET e vinda das melhores Universidades. Eis uma das minhas fontes preferidas (Grupo do Prof. Trochim, um dos melhores metodologístas que conheço, Universidade de Cornell): http://www.socialresearchmethods.net/

AntiNeoliberal disse...

Todo o meu apoio à vossa luta, gostei bastante deste seu texto, só lamento que as posições contrárias a este governo apareçam quando tocam no "pelo".

Pois à 6 meses ou à 12 meses ou até mais, nunca vi nem ouvi vozes contrárias, mas mais vale tarde do que nunca.

Um abraço solidário

imank disse...

Oh antineoliberal:
Deve andar um pouco distraído, basta ir às actas da Assembleia Municipal desde 1989,já para não falar em inúmeros textos em jornais, blogs,intervenções em "Fóruns", reuniões públicas ,etc.,e a minha voz nunca teve dono.
Quer um conselho: não me leve a mal, mas evite falar sem ter a certeza do que está a dizer, se insistir em o fazer estará, provalvelmente, a ser terrivelmente injusto!
Um abraço e obrigado pela apreciação do teor do post!
António José

imank disse...

Olá Brás:
Muito agradecido pelo teu contributo.
Estás sempre muito bem documentado e tens uma enorme capacidade de trabalho.
Um grande abraço:
António José

Jose Brás dos Santos disse...

O Antineoliberal anda mesmo distraido. Sem ser necessário sair daqui, dos Blogs de escribas do Barreiro, há imensas evidências que contrariam o que escreve. Mais! Por cidadãos que dão a cara e não se escondem por detrás de um nickname perfeitamente anónimo.

Do meu própio blog, com mais de seis ou doze meses:
Em 2007-03-18 http://contributos.blogspot.com/2007/03/ps-um-partido-socialista-ou-um-partido.html

Em 2007-04-25
http://contributos.blogspot.com/2007/04/o-doutor-mininistro-e-avaliao-do.html

Em 2007-12-09
http://contributos.blogspot.com/2007/12/o-compromisso-com-cidadania-portuguesa.html

Em 2008-02-29
http://contributos.blogspot.com/2008/02/histria-por-vezes-repete-se.html

http://contributos.blogspot.com/2008/02/quem-l-no-governo-as-novidades.html

http://contributos.blogspot.com/2008/02/ministra.html

http://contributos.blogspot.com/2008/02/universidades-espanholas-caam.html

Em 2008-03-19
http://contributos.blogspot.com/2008/03/o-wild-west-universitrio.html

http://contributos.blogspot.com/2008/03/qual-o-melhor-modelo-de-administrao.html

http://contributos.blogspot.com/2008/03/portugal-ao-retrovisor.html

Não sendo docente do Ensino Básico e Secundário, ou seja, não me tocando directamente na pele, não deixo de ser crítico em relação aos dislates produzidos pelo Governo suportado pelo meu partido.

Aconselho ao Antineoliberal a leitura do meu conto datado de
2008-03-14 «Uma Abelha Doutora chamada Maria de Lurdes e a Avaliação do Desempenho disponível em http://contributos.blogspot.com/2008/03/uma-abelha-doutora-chamada-maria-de_14.html

Felizmente, no Barreiro e noutros pontos do País, há imensos militantes do PS que exercem os seus direitos de uma cidadania activa, que dizem o que pensam e dão a cara na defesa dos seus ideais. O António José, desde que o conheci e já lá vão muito mais de quinze anos, sempre foi um exemplo na actuação contra o status quo , sendo ainda mais crítico e acutilante quando o PS está no poder.

Caro António José, desculpa-me lá esta "invasão" ao teu blog, mas a indignação perante o comentário injusto do Antineoliberal merece que se refute com factos o que por ele é afirmado.

Já agora, agradeço as tuas amáveis palavras e sabes que podes contar sempre com o meu acervo documental e a minha capacidade de trabalho. Ao contrário do que é costume neste ambiente competitivo e individualista, não costumo guardar a informação e o conhecimento só para mim. Essa nunca foi a minha forma de estar na vida nem de fazer investigação científica: É a partilha e o trablaho em equipa que nos permite chegar mais longe ou a outro patamar.

Grande abraço,
Brás

AntiNeoliberal disse...

Sr. José Brás dos Santos

Acho que não entendeu aquilo que eu disse,

em 1º a conversa é com o ToZé Ferreira em 2º eu nunca me dirigi ao Sr em 3º e para finalizar quando afirmo que "só lamento que as posições contrárias a este governo apareçam quando tocam no "pelo". estou a dirigir-me à generalidade dos Professores Socialistas, que até lhes terem tocado no pelo o Socrates era o maior, e que o apoiaram em congresso, nunca me referi a V. Exa no Comentário, como pode reler e tornar a ler, se por acaso não o entendeu eu tenho o maior prazer em tornar a explicar.

Cumprimentos,

AntiNeoliberal disse...

TóZé

Eu não quis com o meu comentário referir-me a ti, mas sim à generalidade dos professores que militam ou simpatizam com o PS, hoje vê-se estes professores, que apoiaram Sócrates no congresso contra tudo e contra todos, a questionarem as politicas do governo.

irene rosa disse...

Parabéns pelo texto!
É bom ler algo que nos distrai por momentos da mediocridade deste país.
É bom saber que continuas assim...

Jose Brás dos Santos disse...

Caro Antineoliberal,

1) A sua afirmação pareceu-me mais lata, mais universal. Todavia, não generalize mesmo no universo dos professores e muito menos quando trás à colação os professores simpatizantes do PS.

2) Num blog, é lícito que quem comenta apresente comentários contrários aos dos outros comentadores. Lembro-lhe que tivemos uma interessante troca de comentários graças a um texto publicado neste Blog sob o título «A Nova "União Nacional" . Ora nesse sentido mantenho a coerência de comentar tanto os textos do Blog como os comentários que derivam desses textos.

3) Se acaso o ofendi no meu comentário, peço desde já as minhas sinceras desculpas. Gosto de confrontar ideias e não tenho por mote ofender outros comentadores.

Cumprimentos,
Brás

AntiNeoliberal disse...

Não Sr. Braz dos Santos o Sr. não me ofendeu, o sr. apresentou uma defesa assente em posts seus como se o comentário que eu fiz fosse dirigido à sua pessoa, o que não é verdade.

Tenho o maior prazer em debater ideias consigo, embora o conhecendo mal sempre me pareceu uma pessoa coerente e com quem se pode falar.

Cumprimentos

AntiNeoliberal disse...

Caríssimos TóZé Ferreira e José Brás

Um repto, que tal um post relativo à entrevista do Manuel Alegre à TSF e que também sai no DN? no momento que estou a escrever este comentário está a falar sobre o ensino e o método de avaliação.

José Augusto Batista disse...

Tó Zé, brilhante como sempre...e criativo. E vivo..acho que assim ainda te expulsam do PS... Um muito obrigado pelos teus artigos. Só é pena, temo, que esta gente medíocre e inculta não entenda. Só mais uma pequena deixa..eu acho que professores como o Virgílio Ferreira ou o António Gedeão, digo o Rómulo de Carvalho...tinham insuficiente neste processo de avaliação...ou não tinham nada porque concerteza se recusariam. Um grande abraço. Zé Augusto Batista

vereador Luis Braga disse...

Caro Tózé:
Três palavras sobre o post: coragem , cultura e clareza seja ; o contrário do triângulo predominante : cobardia ;analfabetismo funcional e opacidade. Um abraço !

AntiNeoliberal disse...

Lê isto:

http://maquinaespeculativa.blogspot.com/2008/11/10-teses-sobre-crise-da-avaliao-docente.html#links

quimnar disse...

Olá Tó Zé

Os meus cumprimentos atrasados pelos artigos que foste fazendo e, com os quais, sabes que eu sou concordante, excepto... com um pequeno pormenor deste artigo que já tive oportunidade de comentar com o Braga. Há 2 ou 3 anos, quem desse 100% de positivas tinha uma inspecção?! Nem há 20 ou 30... O que, aliás, não confessadamente, os ministérios da educação pretenderam forçar durante esses 20 ou 30 anos, foi que os professores todos dessem esses 100% de positivas, custasse o que custasse e independentemente de quaisquer conhecimentos, de facto, adquiridos. Todas as inovações pedagógicas, curriculares, avaliativas discentes e docentes, nos modelos de gestão, etc., foram introduzidas com esse desiderato presente. Aliás, os professores bem o sabiam porque sempre interpretaram as inovações nesse sentido. Já sabiam que se uma inovação era introduzida, não podia ser para baixar as notas ou com um objectivo estranho a essa contabilidade, mas para elevá-las. Por exemplo, a recente introdução dos portefólios na avaliação dos alunos se fosse levada verdadeiramente a sério, tendo em conta os hábitos de trabalho da maioria dos alunos, teria levado a uma descida das notas e não a uma subida – mas foi uma subida que ocorreu. O meu irmão entrou para Medicina, numa altura em que existiam muito menos vagas e faculdades, em 1979, com uma média de 15 – hoje, com muito mais vagas e faculdades, entra-se com 18 ou 19 – e isto, a partir do curso, actualmente, mais exigente do secundário, como tenho tido oportunidade de verificar comparativamente a partir das nossas transversais disciplinas.
Essa inflação não ocorreu nos últimos dois ou três anos, mas, pelo menos, nos últimos 20, aqueles que eu tive a oportunidade de observar como professor. A diferença com o actual governo é que em vez de tentar persuadir, doutrinar, criar problemas de consciência nos professores, como fizeram os anteriores governos e os seus apaniguados pedagógicos, tentou, desta vez, punir, claramente, os professores caso não fizessem o que, também desta vez, lhes era, cristalinamente, ordenado. Mais ainda, como se a aldrabice não fosse já suficiente, ordenou-lhes que apaparicassem de tal forma os meninos que impedissem qualquer abandono, como se o facto de os mimar anulasse os factores sócio-económicos que os levam a deixar a escola. É claro que, neste momento, face à crise instalada, a ministra deixou cair essas exigências porque são aquelas que não mexem no dinheiro que o governo quer poupar. Porém, esse desiderato continuará a ser perseguido pelos nossos políticos e pedagogos até ser completamente realizado e, de certeza, isso só poderá significar uma cada vez menor educação da população portuguesa. Um abraço.

Joaquim Narciso

imank disse...

Caro Narciso:
É verdade que a "política educativa" dos Governos dos últimos 30 anos tem sido "facilitista", mas isso não invalida a prática do "bode expiatório" que era o "gajo" que o fizesse à descarada!
E isso das inspecções parte de episódios reais (no meio da balbúrdia generalizada há sempre aqueles a quem "sai a fava").
Um Abraço:
Tozé